Quanto choveu em uma determinada comunidade rural, e não apenas no município onde ela está localizada? Duas localidades separadas por poucos quilômetros receberam o mesmo volume de chuva? Por quanto tempo uma área específica permaneceu sem precipitação? Responder a questões como essas exige uma rede de monitoramento capaz de captar variações climáticas em escala local — um desafio particularmente importante no semiárido brasileiro.
Uma pesquisa desenvolvida no campus de Quixadá do Instituto Federal do Ceará (IFCE), em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC), busca ampliar essa capacidade de observação. O PluviNet propõe a implantação de uma rede de estações meteorológicas automáticas, de baixo custo e conectadas, capaz de aumentar o número de pontos de coleta de informações sobre chuva, temperatura e umidade.
“O principal problema que o PluviNet busca resolver é justamente a falta de dados meteorológicos locais e contínuos. No semiárido isso é ainda mais importante, porque a chuva pode variar muito mesmo entre localidades relativamente próximas”, explica Gustavo Coutinho, professor do IFCE campus de Quixadá e integrante do projeto.