quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Resultado positivo em teste de farmácia explode

Uma em cada três pessoas que entram nas farmácias a procura de teste de Covid saem com resultado positivo, segundo Sergio Mena Barreto, presidente da Abrafarma (associação das grandes redes de drogarias), que vem monitorando o atendimento desde que o serviço começou a ser oferecido no varejo farmacêutico no início da pandemia.O levantamento mais recente, divulgado nesta quarta (12), mostra que na semana entre 3 e 9 de janeiro, os testes positivos já superam todo o mês de dezembro. Foram quase 146 mil infectados na primeira semana do ano. Em todo o mês de dezembro foram menos de 145 mil. Em novembro, o número de positivos ficou em cerca de 50 mil.
O levantamento abrange 4.613 farmácias, que juntas fizeram cerca de 480 mil atendimentos. A procura também foi 70% maior do que na semana anterior. “É um dado alarmante”, afirma Barreto.

Números
O número de resultados positivos estava em queda desde julho de 2021, quando registrou quase 181 mil diagnósticos, e voltou a subir no mês passado. A variante ômicron já corresponde a quase todos os testes positivos para detecção da Covid no Brasil, segundo levantamento feito por laboratórios do país. O estudo foi coordenado pelo ITpS (Instituto Todos pela Saúde) em parceria com os laboratórios CDL, Dasa e DB Molecular.

A Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica) divulgou nota em que pede a “utilização criteriosa” dos testes para covid-19. A entidade teme que a testagem no ritmo atual cause uma escassez de insumos nos laboratórios.
“A alta transmissibilidade da nova variante ômicron causou aumento exponencial de casos, o que vem demandando significativo aumento da capacidade produtiva global de testes, tanto de PCR como de antígeno, e se os estoques não forem recompostos rapidamente poderá ocorrer a falta de oferta de exames”, argumenta.

No texto, a Abramed recomenda que sejam priorizados seis perfis para testes: pacientes que tenham maior gravidade de sintomas; pacientes hospitalizados e cirúrgicos; pessoas no grupo de risco; gestantes; trabalhadores assistenciais da área da saúde e colaboradores de serviços essenciais.

A associação diz que entrará em contato ainda com Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), AMB (Associação Médica Brasileira), além de outras entidades, para que “haja a sensibilização sobre a importância de otimizar o uso dos testes disponíveis até que a situação seja normalizada”.

Autoteste
O Ministério da Saúde enviará à Anvisa uma nota técnica solicitando a avaliação do autoteste para diagnóstico da covid-19. Ao jornal O Estado de S. Paulo o secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz, afirmou que o ministério concluiu que o exame pode ser uma “importante ferramenta de apoio” no combate ao coronavírus.
“A mensagem é que o autoteste é uma ferramenta de apoio e não substitui o diagnóstico do profissional de saúde”, ponderou. “A pessoa deve fazer o teste e, caso esteja com sintomas, deve ir ao posto de saúde ou hospital se certificar do diagnóstico.”

Vendidos em farmácias e supermercados a partir dos 2,9 euros (cerca de R$ 18,4), os autotestes para detecção da Covid-19 já fazem parte do dia a dia de quem mora em Portugal.


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FONTE:O ESTADO CE

POSTADA POR GOMESILVEIRA

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