Elias Fernandes diz que indícios de desvios já foram 'todos rebatidos'.
Diretor-geral do Dnocs nega privilegiar seu estado na distribuição de verba.
O diretor-geral do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca
(Dnocs), Elias Fernandes Neto, negou as acusações de que estaria
beneficiando o seu estado natal, Rio Grande do Norte, com recursos do
departamento. "O Rio Grande do Norte recebeu R$ 14 milhões, cerca de 5%
da verba da Defesa Civil", diz Elias Fernandes.
Fernandes diz ainda que houve uma distribuição "quase que equitativa"
na distribuição da renda para proteção contra a seca nos estados do
Nordeste. "O Rio Grande do Norte recebeu R$ 14 milhões, o Ceará teve R$
12 milhões, enquanto que Alagoas recebeu o repasse de R$ 6 milhões. O
que acontece é que só as obras do Rio Grande do Norte foram
fiscalizadas", diz.
Elias Fernandes Neto diz que a verba é repassada às prefeituras e que
vai cobrar dos poderes municipais do Rio Grande do Norte a conclusão das
obras. "É dever das prefeituras fiscalizar, contratar, pagar e entregar
as obras. Vamos fiscalizar e caso haja irregularidade as prefeituras
serão punidas legalmente", afirma o diretor-geral do Dnocs, departamento
do Governo Federal com sede no Ceará.
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Sobre as especulações de que o Palácio do Planalto visa exonerar Elias
Fernandes para evitar uma crise no Dnocs, o diretor-geral do
departamento diz que respeitará a decisão. "É uma decisão a ser
respeitada, mas não há nenhuma denúncia, nenhum indício que aponte
desvio contra mim", diz.
As afirmações foram ditas em entrevista coletiva nesta terça-feira
(24), um dia após o diretor do Dnocs, Albert Gradvohl, ser exonerado por
suspeita de desvio de recursos, apontados pela Controladoria Geral da
União. Elias Fernandes nega os desvio. "Não houve denúncia, não foi
aberto inquérito. O que houve foi um relatório da CGU implicando um
desvio de R$ 320 milhões, mas são todas constatações rebatidas e
comprovadas de que não existe esse valor desviado", diz.
Entre as supostas irregularidades apontadas pela Controladoria Geral da
União está o desvio de R$ 120 milhões que seriam pagos aos servidores
como gratificação. Elias Fernandes Neto diz que as gratificações foram
congeladas em 2004, antes dele assumir o cargo no Dnocs, em 2007. Elias
Fernandes diz ainda que obteve um parecer técnico do Ministério da
Integração que comprova que o valor da gratificação não é de
responsabilidade do Dnocs.
A CGU cita também um suposto desvio na obra de uma obra em Minas
Gerais. Elias justifica que a obra foi congelada em 2003 pelo então
ministro Ciro Gomes, durante a mudança no governo federal, quando Lula
assumiu.
Postada:Gomes Silveira
Fonte:G1
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