Com o título “Aldeota Petista”, o memorialista Luiz
Edgard Cartaxo de Arruda Junior aborda, em artigo enviado para o Blog, a
sucessão em Fortaleza. Ele questiona a falta de outras opções no
cenário da disputa. Confira:
As discussões no Olimpo que governa Fortaleza têm tradução similar a
folhetim gótico, parecendo a sucessão obra do surrealismo de Salvador
Dali.
Inusitado é na lista dos 13 pré-candidatos a exclusão do Raimundin,
por malabarismo esotérico candidato a vice-prefeito. Teve direito a toda
mídia petista, mas como diz o profeta: tudo que é insólito, se
desmancha no ar. Estranha a ausência deste “Rui Barbosa”, presidente do
PT municipal. Sapateiro ( não sei que número ele calça), não coube para
vice-prefeito. Nem entra na lista dos 13.
Presentes duas mulheres: domicílio eleitoral, Pentecoste e Cariri:
Luiza Perdigão e Iris Tavares. Cadê os históricos? Deputado Nelson
Martins, ex-líder do governo, Secretário de Estado; Auto Filho,
Secretário de Estado, 1º presidente do PT Ceará, intelectual,
preparadíssimo, 1º apoio a candidatura de Luizianne; Joaquim Cartaxo,
dirigente do PT, conhece urbanismo mais que todos; o vereador,
Secretário de Estado, deputado e professor Pinheiro, indicado por
Luizianne do qual Cid afirmou: “Ele é o vice que pedi a Deus”. Neste
caso a prefeita é comparada ao Altíssimo. Pinheiro também não esta na
lista, assim como o fundador do PT, ex-deputado e ministro de Direitos
Humanos, o impoluto médico Mário Mamede, hoje presidente do IPM. Na
disputa ao Senado com Tasso ganhou em Fortaleza. Fato significativo que a
memória do núcleo duro esquece. Mamede é fora da lista.
Ha carência na arte da apreciação histórica da dialética da política
eleitoral, das chances reais de alcance do poder, com agregação e coesão
das diferentes correntes internas do PT e aliados. Plano B, de
pára-quedas, o advogado do MST Elmano de Freitas, novíssimo Secretário
de Educação, enorme potencial político em assentamento. Terá estrada
para disputar o comando da 5ª cidade do país? O PT tem nomes. A arte?
Saber escolher.
A desistência de Waldemir Catanho é fato ainda, em sua inteireza,
insondável. Inegável bagagem administrativa, eficiente quadro petista:
diretor do C.A. de Comunicação da UFC. Apoiou o DCE de Luizanne, seu
assessor político nos legislativos, resistiu à disputa nos parlamentos.
Seria ele candidato a prefeito? Nunquinha. Catanho é dos maiores
políticos, em essência, de bastidor e intramuros. Não gosta das luzes da
ribalta, faz com galhardia articulação por excelência.
Tem Bruno, o mais votado deputado federal em Fortaleza. A cidade o
quer, quem não quer é ela e Cid, por isso, grande candidato. Acrísio,
presidente da Câmara, e o bom moço vereador Guilherme Sampaio. O deputdo
federal José Guimarães e Camilo Camilo, secretário estadual das
Cidades, esquecem que a oposição vai fazer mistura da cueca com
banheiro.
Fico por aqui pra não continuar a pornografia. Sobra quiçá, para
fazer número e raiva, o senador Pimentel, excelente Ministro da
Previdência, se eleito prefeito leva ao senado Sérgio Novais, isso não é
de bom tom aos olhos de Cid.
Tudo ainda é imponderável, nem sabemos se a aliança resistirá e, caso
não vingue, mais razões terá o PT para escolher com sabedoria o
candidato. A gestão do PT produz profundas transformações sociais e
urbanísticas. O processo sucessório não necessariamente será
plebiscitário: a favor ou contra Luizianne, tem grande peso a capacidade
administrativa, variante que não poderá ser menosprezada.
* Luiz Edgarc Cartaxo de Arruda Junior.
Memorialista.
Postada:Gomes Silveira
Fonte:Eliomar de Lima

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