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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Brasil - Votação da LDO pode atrasar recesso parlamentar

O Congresso Nacional, previsto para entrar em recesso na próxima quarta-feira (18), deverá estender os trabalhos devido à indecisão sobre a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Partidos da oposição, liderados pelo DEM e com o apoio do PDT, estão obstruindo as votações e cobram do governo a liberação de emendas parlamentares e dos restos a pagar, despesas empenhadas pelo Executivo em 2011, mas que não foram pagas até 31 de dezembro.

Segundo a Constituição, o recesso parlamentar vai de 18 a 31 julho, mas a interrupção das atividades legislativas só pode ocorrer se a LDO for aprovada.
O relatório final da LDO foi apresentado pelo senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), mas o texto ainda precisa ser aprovado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e depois pelo plenário do Congresso.

Durante toda a semana, líderes da base e da oposição tentaram fechar um acordo que incluía a votação da LDO e das medidas provisórias (MP) 563 e 564, que tratam de estímulos à indústria como forma decombater a desaceleração da economia.

Apesar do impasse, o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), convocou sessões extraordinárias para a segunda-feira (16) e terça-feira (17) e prometeu não abonar as faltas dos deputados que não apresentarem justificativas “procedentes”.

Segundo ele, caso as medidas provisórias não sejam aprovadas a indústria terá um prejuízo aproximado de R$ 10 bilhões, já que o governo diminuiu a carga tributária de diversos setores e com a perda da eficácia das MP, os impostos deverão ser pagos.

Os oposicionistas acusam o governo de estar usando as emendas parlamentares como “instrumento eleitoral” e cobram o cumprimento de um acordo proposto pelo governo que, segundo os

próprios partidos de oposição, previa a liberação, para cada parlamentar, de R$ 1 milhão em emendas na área da saúde e R$ 1,5 milhão de diversos outros ministérios, até a última terça-feira (10), além da liberação dos restos a pagar.



Postada:Gomes Silveira
Fonte:Ceará Agora

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