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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Royalties - Protesto de Cabral desagrada Planalto


 
A presidente Dilma ainda não decidiu o que vai fazer em relação ao texto, que ela tem até sexta para sancionar
Brasília O Palácio do Planalto não gostou do confronto deflagrado pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), que liderou ontem uma manifestação pedindo que a presidente Dilma Rousseff (PT) vete a lei aprovada pelo Congresso que altera a distribuição dos royalties.

A manifestação reuniu, segundo o governo, 200 mil pessoas e custou R$ 738 mil ao Estado. Um oficial da Polícia Militar (PM), responsável pelo patrulhamento do centro, disse que não chegavam a 30 mil os manifestantes

Na avaliação de interlocutores do governo, a passeata soou como desafio aos demais Estados, que defendem a manutenção do texto e que aumentaram a pressão sobre o Planalto pela manutenção da matéria aprovada na Câmara. A presidente Dilma, no entanto, não se sentou para decidir o que vai fazer em relação ao texto, que ela tem até sexta-feira para sancionar.

Os últimos acontecimentos políticos acabaram atrasando a avaliação que a presidente pretendia começar a fazer sobre o texto que define uma nova forma de divisão dos recursos obtidos com a cobrança dos royalties, uma compensação financeira devida pelas empresas que exploram petróleo.

Por causa do escândalo que envolveu a ex-chefe do escritório da Presidência em São Paulo Rosemary Nóvoa de Noronha e os desdobramentos políticos dos envolvidos no caso, a presidente sinalizou que poderá cancelar a viagem prevista para sexta-feira, para a reunião da Unasul, em Lima, no Peru.

Assim, teria mais tempo para decidir sobre a questão já que, na quarta-feira, Dilma estará na Argentina, para participar de um congresso com empresários dos dois países.

Fim da parceria

O manifesto liderado por Cabral abandonou a propagada união entre governos federal, estadual e municipal, explorada nas últimas três campanhas eleitorais. A passeata evitou críticas ao Planalto. Mas uma eventual sanção da lei foi classificada por Cabral como "precedente perigosíssimo". A manifestação reuniu, segundo o governo, 200 mil pessoas e custou R$ 738 mil ao Estado. Um oficial da Polícia Militar (PM), responsável pelo patrulhamento do centro, disse que não chegava a 30 mil a quantidade de manifestantes.

Miniprotestos
A megaestrutura montada não evitou que "miniprotestos", dentro da passeata, criticassem o governador. Um grupo de índios pedia a não demolição do antigo Museu do Índio, prevista para dar lugar a obras do Maracanã. Outro grupo, com cem pessoas concentradas chamava Cabral de "ditador" e "ladrão".

Eles entraram em confronto com a PM, o que obrigou a ala de políticos que puxavam a manifestação a mudar a rota prevista. O evento contou com as presenças do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), do prefeito Eduardo Paes (PMDB), do senador Lindbergh Farias (PT) e de artistas.
 
Postada:Gomes Silveira
Fonte:Diário do Nordeste
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Um comentário:

  1. Anônimo27.11.12

    Sérgio Cabral só está defendendo o que é justo.

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