Os novos chefes das polícias Civil e Militar do Estado de São Paulo foram anunciados ontem pelo secretário
São Paulo No dia de trocas nos comandos das polícias Civil e Militar de São Paulo, o novo secretário estadual de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, afirmou em entrevista ao "SPTV", da TV Globo, que vai agilizar as investigações sobre as mortes que ocorram nos últimos dois meses na Grande São Paulo.
O novo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira apresenta o novo comandante da PM, coronel Benedito Meira
"Nenhuma morte ficará sem esclarecimento", afirmou Grella. De acordo com o secretário, as investigações a cargo do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) serão reforçadas para aumentar a eficiência nas investigações.
Grella disse que ainda nesta semana será implantado um mecanismo para viabilizar a presença da Polícia Científica no local do crime "imediatamente" após a ação. "É indispensável para a descoberta da verdade a rapidez na chegada da Polícia Científica, preservando o local e recolhendo as provas", afirmou.
Os novos chefes das polícias Civil e Militar do Estado de São Paulo foram anunciados ontem pela Secretaria de Segurança Pública, quatro dias depois de o ex-procurador-geral de Justiça Fernando Grella assumir a pasta. O Comando Geral ficará com o coronel Benedito Roberto Meira, atual chefe da Casa Militar do governo paulista, e o cargo de delegado geral da Polícia Civil será ocupado por Luiz Maurício Souza Blazeck. A Superintendência de Polícia técnico-científica continua com o perito criminal Celso Perioli, na função desde 1998.
Servente morto
O Ministério Público de São Paulo denunciou na última sexta-feira os cinco policiais militares envolvidos na morte do servente Paulo Batista do Nascimento, 25. O crime aconteceu no dia 10 no bairro de Campo Limpo, zona sul de São Paulo.
A ação dos policiais foi filmada por uma testemunha. Foram denunciados por homicídio duplamente qualificado o tenente Halston Kay Tin Chen, 24, os soldados Diogenes Marcelino de Melo, 37, Jailson Pimentel de Almeida, 39, Marcelo de Oliveira Silva, 32, e Francisco Anderson Henrique, 32.
O promotor Felipe Eduardo Levit Zilberman também pediu a prisão preventiva dos policiais, que estão presos temporariamente no presídio Romão Gomes, da Polícia Militar.
Na denúncia, o promotor aponta os soldados Silva e Almeida como os autores dos disparos que mataram o servente. Para Zilberman, os policiais cometeram o "crime por motivo torpe, por vingança, querendo fazer justiça com as próprias mãos e, além disso, não deram chance de defesa à vítima".
Postada:Gomes Silveira
Fonte:Diário do Nordeste
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