O frenético ritmo da cidade faz com que a população tenha cada vez menos tempo disponível. Para alguns, a única hora "livre" é quando estão no volante. Flagrar motoristas falando ao celular em semáforos fechados, em meio ao congestionamento ou mesmo com o veículo em movimento é cada vez mais comum. As desculpas são as mais variadas: atender a um familiar, resolver um problema do trabalho, marcar uma consulta médica.
Embora cometam constantemente a infração, condutores reconhecem que falar ao telefone, enquanto estão no volante, pode gerar acidentes
Ignorando os riscos e a punição, com multa de R$ 85,13, muitos motoristas continuam cometendo a infração. Conforme dados da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania (AMC), de janeiro a novembro deste ano, 25.786 condutores foram autuados por dirigirem falando ao celular.
A infração é a sexta mais cometida na Capital. Liderando o ranking, está transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20% (185.376), em seguida estacionar em local proibido (72.755), não identificação do condutor infrator, imposta à pessoa jurídica (44.912), e avançar o sinal vermelho (26.054).
Mesmo sabendo que atrapalha, a economista Inês Botelho, 62 anos, confessa que já cometeu a infração. Quando precisa falar com alguém no trânsito, ela conta que pede para o filho fazer a ligação e, somente quando a pessoa já está na linha, fala. No caso de o celular tocar, garante que só atende se ele estiver próximo. "Quando está dentro da bolsa eu não atendo. Só em casa vou ver quem era", garante.
Atenção
O engenheiro civil Leonardo Borges, 26 anos, é outro que admite que já atendeu ligações no trânsito. Por precaução, destaca que quando está dirigindo procura deixar o aparelho no silencioso ou desligado. "É perigoso, pode tirar a nossa atenção. Qualquer fração de segundo pode ocasionar um acidente", comenta.
Para Borges, mais perigoso que falar ao celular é enviar mensagens eletrônicas dirigindo. Em horário de pico, por exemplo, quando o trânsito costuma ficar engarrafado, afirma que não vê problemas de falar no celular.
A infração não se restringe a motoristas de veículos particulares. No caso de condutores de transporte coletivo, seja ônibus, topique ou mesmo de transporte escolar, o agravante é que se trata de motoristas que estão responsáveis por várias vidas. Por não especificar o tipo de transporte, a AMC não tem como distinguir quantas autuações foram cometidas por esse grupo.
O motorista de ônibus Renato Bezerra passa cerca de oito horas por dia dirigindo. Mesmo sabendo que atrapalha e que pode gerar uma colisão, confessa que já atendeu ligações no volante. "Eu evito. Só atendo quando é alguém da família, mas espero parar no sinal vermelho", esclarece. Ele nunca se envolveu em acidente por falar no celular, mas conhece colegas que já.
Dimas Barreira, o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Ceará (Sindiônibus), informa que todos os motoristas participam de treinamentos, e o tema, por ser recorrente, é sempre bastante abordado. "A gente faz o máximo possível para que não aconteça. Todos os veículos têm câmera interna, então tem grande chance da empresa flagrar", frisa. Quem se deparar com a situação pode denunciar ligando para o 4005.0956.
Registros
25,7 mil condutores de veículos foram autuados na cidade de Fortaleza por dirigirem falando ao celular entre os meses de janeiro a novembro deste ano
Postada:Gomes Silveira
Fonte:Diário do Nordeste
Fonte:Diário do Nordeste
centralquixada@gmail.com
centraldenoticias@bol.com.br
gomessilveira13@gmail.com
Fones(88)96694755/81212265/34121595
Sindicato dos Radialistas e Públicitários do Estado do Ceará - RP - 3742/Matricula - 6185
A.P.C.D.E.C - Matricula 334
ACI - Associação Cearense de Imprensa
ABRACE - Associação Brasileira de Cronistas Esportivos - Matricula - 3373
Nenhum comentário:
Postar um comentário