Com o título “O ilimitado masoquismo petista”, eis
artigo do jornalista e radialista Messias Pontes. Ele bate na grande
imprensa por conta do Mensalão e, principalmente, chama a atenção para o
envolvimento de alguns profissionais da área com o contraventor
Carlinhos Cachoeira. Para Messias, o PT, alvo de ataques, perde a chance
de desmoralizar parte dessa mídia envolvida com o crime organizado.
Deixar o cavalo selado passar mais uma vez e não montar é muita
incompetência ou na melhor das hipóteses masoquismo. Assim está agindo o
Partido dos Trabalhadores que há uma década vem sendo massacrado
impiedosamente pela velha mídia conservadora, venal e golpista, e mesmo
assim não sabe ou não quer aproveitar as oportunidades de ouro para
desmascarar a sua algoz.
Até as pedras de Cococi sabem que o julgamento da Ação Penal 470,
chamada pelos colonistas de mensalão, foi todo guiado pela velha mídia.
Julgamento sumário, de exceção, verdadeira inquisição em pleno século
XXI. Não se trata aqui de querer inocentar os condenados, mas não dá
para esconder que todo o julgamento foi uma excrescência jurídica. Além
de penas muito pesadas, alguns foram condenados sem nenhuma prova
documental.
Não se busca aqui nenhuma revanche, mas tão somente mostrar o quão
maléfica é essa mídia, historicamente. Em troca de 30 moedas da Standard
Oil, posicionou-se contra a campanha do Petróleo é Nosso na década de
1950; na mesma década levou o presidente Getúlio Vargas ao suicídio; em
1961 fez coro com os miliares golpistas contra a posse do
vice-presidente João Goulart com a renúncia de Jânio Quadros; três anos
depois preparou e apoiou o golpe militar de 1º de abril e respaldou os
21 anos da ditadura militar; em 1989 ajudou a eleger Fernando Collor de
Mello; e 1994 e 1998 elegeu o outro Fernando, o Coisa Ruim.
Nos oito anos do governo Lula e nos dois de Dilma Rousseff, essa
velha mídia não deu tréguas e, em 1995, tentou um golpe de Estado contra
Lula. Tudo baseado em mentiras. Agora, quando está mais que provado que
setores dessa mídia estão envolvidos até a medula com o crime
organizado, o PT perde uma oportunidade de ouro de desmoralizar essa
gente. A CPMI do Cachoeira mostrou ao Brasil que o envolvimento de cinco
jornalistas, em especial o diretor da sucursal de Veja em Brasília,
Policarpo Júnior, de há muito agia em conluio e a serviço do
contraventor Carlinhos Cachoeira.
O deputado petista Odair Cunha, relator da CPMI, produziu um
relatório baseado em provas documentais e testemunhais, mas não resistiu
à pressão da velha mídia e, pasmem, da direção do próprio partido,
começando pelo presidente Rui Falcão. O relator pedia o indiciamento dos
cinco maus jornalistas e a investigação do procurador-geral da
República, Roberto Gurgel, pelo Conselho Nacional do Ministério Público,
mas acabou se acovardando e jogando fora mais de 300 páginas do
relatório que mostravam o envolvimento de todos eles com a organização
criminosa de Cachoeira.
O relatório será lido na tarde de hoje e o deputado Odair Cunha
poderá dar o grito de libertação, se recuperar perante o seu eleitorado e
a própria militância petista, respeitar os cabelos brancos do seu
colega do Paraná Dr. Rosinha e mostrar toda a verdade à Nação. Caso
contrário estará condenado a perder o mandato em 2014 e entrar no rol
dos covardes.
Uma vergonha!
* Messias Pontes,
Jornalista e radialista.
Postada:Gomes Silveira
Fonte:Eliomar de Lima
Fonte:Eliomar de Lima
centralquixada@gmail.com
centraldenoticias@bol.com.br
gomessilveira13@gmail.com
Fones(88)96694755/81212265/34121595
Sindicato dos Radialistas e Públicitários do Estado do Ceará - RP - 3742/Matricula - 6185
A.P.C.D.E.C - Matricula 334
ACI - Associação Cearense de Imprensa
ABRACE - Associação Brasileira de Cronistas Esportivos - Matricula - 3373

Nenhum comentário:
Postar um comentário