A presidente afirmou que a discussão tem
que ser feita no contexto da reforma tributária, e mesmo com as
desonerações federais, o FPM teria crescido neste ano
A presidente Dilma
Rousseff não quis dar apoio ao pedido dos prefeitos baianos para
aumentar os repasses
do Fundo de Participação dos Municípios (FPM),
durante entrevista a rádios de Salvador na manhã de ontem. Na
entrevista, concedida a distância pela presidente, que estava no Palácio
da Alvorada, Dilma foi questionada sobre queixas dos prefeitos
relacionadas à diminuição do FPM e se apoiaria a PEC 39/2013, que
tramita no Senado e determina o aumento desse fundo.
“Não tem
sentido o pleito”, disse Dilma. “Eu quero esclarecer que o FPM não
diminuiu. Mesmo com as desonerações federais, o FPM cresceu [neste ano]
7,5% ou 1,1% se você descontar a inflação”, afirmou a presidente. Além
disso, ela afirmou que uma das desonerações que mais afetam os
municípios é a do ICMS, imposto estadual, e responsável pela chamada
guerra fiscal.
Dilma disse que o debate do FPM tem de ser
feito “no contexto de discussão de todas as desonerações” e que o
governo federal tem tomado medidas “que ajudam o custeio” das
prefeituras. Citou, nesse ponto, o programa Mais Médicos, pelo qual o
governo federal paga bolsa de R$ 10 mil mensais a profissionais
brasileiros e estrangeiros para trabalharem na atenção básica dos
municípios.
A presidente lembrou que sancionou, em setembro, a
liberação de R$ 3 bilhões aos municípios brasileiros, divididos em duas
parcelas, para gastos com custeio. A primeira parcela dessa liberação
foi paga em setembro e a próxima será depositada em abril de 2014.
Ainda
na entrevista, a presidente Dilma citou investimentos em curso na
Bahia, destacando a aprovação do Regime Diferenciado de Contratação
(RDC) para agilizar as obras. A presidente esteve em Salvador para
autorizar o início da parceria público-privada (PPP) para expansão e
operação do metrô de Salvador, em construção há 13 anos e que até hoje
não começou a funcionar.
Questionada sobre a demora na obra, ela disse que, com esse novo contrato, “o governo do Estado vai acompanhar a execução desse projeto com muito rigor” -pesam sobre a primeira etapa da obra acusações de superfaturamento, detectado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
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Da Redação
Edição:Ingrid Lima
Fonte:O Povo

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