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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

EM LICITAÇÕES DA PETROBRAS - Ex-gestores interferiram, diz relatório

Brasília. Relatórios de comissão interna da Petrobras dão indícios de que ex-diretores da estatal interferiam na escolha de empresas que iriam participar da construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), segundo o "Jornal Nacional", da TV Globo, do último sábado (13).

Segundo o documento revelado pela reportagem, funcionários ouvidos pelo grupo que apura irregularidades em contratos do Comperj apontaram os ex-diretores Paulo Roberto Costa e Renato Duque como responsáveis pelas licitações.
Um deles, o assistente de direção Francisco Pais, teria dito à comissão que encaminhou, a pedido dos ex-diretores, ajustes na lista de empresas a serem convidadas para um processo licitatório. O relatório conclui que, dos 30 contratos analisados, mais da metade ficou com empresas investigadas na Operação Lava Jato, que apura desvios de recursos na estatal.
Abreu e Lima
O "JN" também revelou investigações de outra comissão da Petrobras, que avalia contratos da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Documento desse grupo mostra que a funcionária Venina Velosa da Fonseca, ex-gerente de Abastecimento, enviou em 2009 um e-mail em que alertava Francisco Pais de sobrepreço de 272% na casa de força da refinaria. "Os desvios são grandes e isso me preocupa muito", escreveu.
Ambas as comissões de apuração foram criadas pela Petrobras em maio deste ano.
Fernando Baiano
O Ministério Público Federal no Paraná deverá apresentar nesta semana denúncia à Justiça contra o empresário Fernando Soares (ou Fernando Baiano), suspeito de ser o operador do PMDB no esquema investigado pela Operação Lava Jato (PF). A Procuradoria deverá protocolar nos próximos dias ações civis de improbidade contra ex-diretores, executivos de empreiteiras e as construtoras envolvidas no caso.
A semana poderá ter ainda a análise da Justiça Federal sobre quatro denúncias apresentadas na quinta-feira (11)pelos procuradores da Operação Lava Jato contra executivos das companhias acusadas de formar cartel para fraudar licitações da Petrobras e corromper funcionários.
Há data limite porque o lobista está preso desde o dia 18 de novembro na Superintendência Regional da Polícia Federal, em Curitiba, no Paraná.
Empreiteiras na mira
Os procuradores buscam finalizar ações civis de improbidade que, ao contrário das denúncias criminais, podem ter as empreiteiras como rés, além das pessoas envolvidas nos delitos.
Na área criminal, 24 executivos ligados a essas empresas foram alvo de denúncias na semana passada. Uma delas já foi recebida pelo juiz da 13ª Vara Criminal Federal do Paraná Sérgio Moro, o que levou à abertura de ação contra nove acusados, parte deles da Engevix.
Falta ainda apreciar as acusações que apontam crimes dos dirigentes das empreiteiras Camargo Corrêa, OAS, Mendes Júnior, Galvão Engenharia e UTC.



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POSTADA;GOMES SILVEIRA
FONTE;DN

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