A preocupação em torno da contaminação do debate na Câmara de Fortaleza, em ano de eleições municipais, tem mesmo razão de ser. Embora o presidente da Casa, vereador Salmito Filho (PDT), já tenha alertado aos demais parlamentares sobre a intenção de não prejudicar o andamento dos trabalhos com a inclusão de discursos de cunho meramente
Entre os oradores que utilizaram a tribuna da casa, o vereador Ronivaldo Maia (PT) voltou a cobrar as promessas de campanha, segundo ele, não realizadas pela atual gestão municipal. De acordo com o parlamentar, faltam entregar Cucas e Policlínicas que foram prometidas em 2012, na última eleição municipal.
Ronivaldo apresentou na tribuna a fala de Roberto Cláudio, então candidato à Prefeitura de Fortaleza, que apontava os problemas que a Cidade estava passando e que seriam solucionados uma vez que “todos os problemas eram por conta de ineficiência da gestão da época”, no caso da então prefeita Luizianne Lins, atualmente candidata do PT à Prefeitura de Fortaleza.
O vereador apresentou o áudio e destacou alguns pontos como o preço da passagem do ônibus que foi elevado na gestão de RC e a falta de entrega de CUCAs e Policlínicas prometidas.
“Não vou entrar nos detalhes, mas vejam de que maneira natural ele propagou com questões quando lembra das UPAs e todos sabem que UPA houve grande apoio do Governo Federal. E, aqui em Fortaleza tivemos UPAs que ficaram prontas em 2014, mas e por que só funcionou este ano?”, questionou.
Defesa
Em outro discurso, o líder do prefeito na Câmara, vereador Evaldo Lima (PCdoB), saiu em defesa de Roberto Cláudio. O parlamentar rebateu as considerações feitas pelo vereador Ronivaldo Maia (PT), e ressaltou os avanços da Cidade na atual gestão. Segundo ele, a melhor resposta para a oposição são as obras nas áreas de mobilidade urbana, saúde e educação que foram entregues pelo prefeito Roberto Cláudio (PDT).
“É inquestionável o avanço da Capital na atual gestão. Ampliamos o acesso da população para o serviço de atenção primária. Enquanto a lei exige a aplicação de 15% do Orçamento para a área da saúde, a gestão aplica 28% dos recursos. Em 2012 tinha apenas 20 Escolas com notas satisfatórias no Spaece, e passamos para 140 Escolas”, ressaltou.
Evaldo Lima ainda destacou a tramitação do projeto de lei complementar 0024/2014, de iniciativa do Executivo, que dispõe sobre o Código da Cidade de Fortaleza. Segundo ele, o objetivo é construir uma cidade mais justa, humana, ambientalmente responsável, ecologicamente correta e economicamente viável.
“É um importante projeto que visa a qualidade de vida da população e contribui para que desapareça a distância entre a cidade real e a legal. Não há pedido de urgência da matéria e a nossa preocupação é que escutemos aqui os diversos setores sociais, a federação de bairros e favelas, as várias vozes da cidade, provocando o debate para construir uma cidade melhor”, frisou.
Parceria
O vereador Eulógio Neto (PDT) chamou atenção para a parceria entre o prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (PDT) e o governador Camilo Santana (PT) e destacou uma visita às obras do Instituto Dr. José Frota 2, realizada na última sexta-feira (05). A obra teve início em abril deste ano e possui conclusão prevista em 24 meses. Eulógio ainda comentou que esse registro sobre as obras do IJF 2 é para mostrar que mesmo em período eleitoral o Prefeito continua fiscalizando e acompanhando todas as obras em Fortaleza.
Interesse
Já o vereador Ziêr Férrer (PDT) seguiu em outra linha e utilizou o espaço no plenário para lamentar o desvio de dinheiro público que acontece no Brasil. De acordo com o parlamentar, o valor desviado daria para resolver vários problemas históricos do País, como segurança, saúde e educação, e pediu para que as pessoas que estão atuando na política ou que queiram atuar futuramente, sirvam aos interesses da sociedade e não ao interesse próprio.
Ziêr iniciou sua fala explicando que quando alguém quer entrar na vida política, é para servir alguém, uma coletividade, mas principalmente aqueles que tem menos oportunidade. Ele explicou também que existem muitos políticos que, quando se elegem, só pensam na próxima candidatura ou mesmo nas próximas eleições, e que isso não deveria acontecer. “Quem entra na vida pública, na vida política, tem obrigação de servir, de servir a comunidade e de servir a população”, explicou.
POSTADA POR GOMES SILVEIRA
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