Com dois empates em 0 a 0 contra adversários modestos, o risco de a seleção brasileira de futebol masculino ser eliminada na primeira fase dos Jogos Olímpicos do Rio é real. Pega a Dinamarca, hoje, precisando unicamente da vitória. Hoje, a Seleção ocupa a segunda posição do Grupo A, com campanha idêntica à do Iraque: 2 pontos, nenhum gol
Questionado e atraindo interesse surpreendentemente baixo em todo o País, o futebol praticado pelos homens – um reflexo da crise nacional – é pobre e ineficiente. E encara, hoje, às 22h, a líder do grupo. Até aqui, a seleção faz a sua pior campanha olímpica em 44 anos. O Brasil não tropeçava nas duas primeiras partidas desde 1972, nos Jogos de Munique, na Alemanha.
Na ocasião, assim como agora, o Brasil caiu em uma chave fácil, mas decepcionou. O time perdeu para a Dinamarca na estreia e empatou com a Hungria na sequência. A despedida também foi com derrota, para o Irã. Hoje à noite, diante da Dinamarca, em Salvador, a Seleção tenta não só se recuperar como também garantir a classificação para as quartas de final. Se empatar ou perder, chegará à quinta eliminação na primeira fase dos Jogos.
Além de nunca ter conquistado a medalha de ouro, o Brasil deu vexame em 1960, 1964, 1968 e 1972. Curiosamente, o período coincidiu com a fase mais vencedora do País em Copas do Mundo, com títulos em 1958, 1962 e 1970. Desde o fracasso em Munique, a Seleção ficou fora dos Jogos de 1980, 1992 e 2004. No entanto, conseguiu passar de fase em todas as participações. Os melhores resultados do Brasil em Olimpíadas foram em 1984, 1988 e em 2012, com a medalha de prata.
Clima ruim
O desafio de superação do Brasil começa fora de campo. Eleito capitão do time de Rogério Micale, Neymar protagonizou polêmica após o empate com o Iraque ao quebrar o protocolo e recusar-se a dar entrevistas. A postura, aliada à carta branca explícita que ganhou de Micale, deixou o clima do vestiário longe do ideal. Os jogadores cobram de Micale melhor liderança técnica, ao mesmo tempo em que não confiam no treinador. As opiniões são de que o desenho tático de Micale deixa o time muito exposto, sobrecarregando a defesa e comprometendo o equilíbrio do meio-campo – Renato Augusto, inclusive, admitiu que não pode cumprir o papel a ele designado sem expor demais a defesa. E, de Neymar, os colegas cobram a postura que se espera de um capitão – lembrando que Neymar foi escolhido em detrimento de Fernando Prass, que seria cortado posteriormente.
Em entrevista coletiva concedida ontem, Renato Augusto – eleito vilão do time pela torcida – revelou ter procurado Neymar após o empate com o Iraque e disse que a chateação do atacante se transformou em confiança para Brasil x Dinamarca. “Após o jogo, fiquei preocupado com a equipe toda. Fui até o quarto dele conversar. Ele ficou chateado com o resultado, mas está confiante e se sentindo bem. Vamos dizer que ele não está feliz com o que está acontecendo, mas se sentindo bem pela importância dele para o grupo. O Neymar tem o apoio de todos e o melhor é fechar o grupo para vencer e passar de fase”, disse.
POSTADA POR GOMES SILVEIRA
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