
A menos de um mês da eleição para a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), assumiu ontem interinamente a presidência da República com a viagem de Michel Temer
a Portugal para o velório do ex-primeiro-ministro português Mário Soares.
O holofote político sobre o democrata ocorre em um momento de forte mobilização nos bastidores de Brasília envolvendo a disputa pela presidência da Câmara, que define o próximo na linha sucessória do Planalto.
Os questionamentos jurídicos sobre a possibilidade de reeleição de Maia, porém, têm levado possíveis apoiadores da candidatura governista a postergar uma decisão. Um deles é o PSDB, que deverá reunir a bancada só no dia 20 de janeiro para apresentar definição.
Apesar da pouca pressa, o PMDB tem nos bastidores um movimento pró-Maia mesmo com a hesitação causada pelo imbróglio jurídico. “A maioria do partido apoia a candidatura do Rodrigo Maia. Mas tem essa pendência jurídica. No entanto, creio que, se for favorável, é a candidatura mais viável. Acredito que o PMDB esteja quase totalmente com ele”, disse o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE), adiantando que o partido deverá ter o cargo de vice-presidente na composição da chapa.
Com uma bancada de 52 deputados, o PP deverá se reunir até o final desta semana para tomar uma posição. De acordo com o deputado Adail Carneiro (PP), a legenda vai discutir a possibilidade de apoio ou de lançamento de candidatura própria.
Outro partido com grande base parlamentar, o PR, ainda não tem previsão de quando irá decidir sobre apoios. Quem afirmou foi o deputado cearense Cabo Sabino (PR). “Ainda não temos candidato. O partido ainda não discutiu”, disse.
Candidato do Ceará
O presidente do PDT nacional, Carlos Lupi, afirmou ao O POVO que a candidatura do deputado André Figueiredo (PDT) está garantida e que, no próximo dia 17 deste mês, em reunião da bancada, seu nome será oficializado.
Enquanto isso, a legenda busca apoio dos partidos de esquerda, como PT e PCdoB, e de deputados do centro para o fortalecimento de candidatura que, segundo Lupi, é de “independência” ao governo Temer.
O PT, que segue dividido entre Figueiredo e Maia, se reúne no próximo dia 17 para deliberar. A sigla reivindica posto privilegiado na Mesa Diretora por ter a segunda maior bancada da Casa, ficando atrás apenas do PMDB.
Saiba mais
Apesar do “golpe”, o PT poderá apoiar a candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) ainda no 1° turno, caso haja acordo de cargo na Mesa para o partido. O PT exige a primeira secretaria.
O PCdoB também não tem previsão de quando irá se definir sobre quem apoiará na eleição da Mesa. Chico Lopes afirmou que o partido deve se aliar com legendas da esquerda. Figueiredo é uma possibilidade.
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POSTADA POR GOMES SILVEIRA
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