Lava Jato, um acervo de 20 denúncias criminais no Supremo Tribunal Federal, além do pedido de abertura de 28 inquéritos envolvendo 55 investigados. A expectativa é que a lista de investigados seja divulgada ainda nesta semana, com pelo menos 170 políticos com e sem mandato, todos citados em 900 depoimentos de 77 delatores da Odebrecht.
Sobre o assunto
“A teia criminosa se divide em uma estrutura com vínculos horizontais, em modelo cooperativista, em que os integrantes agem em comunhão de esforços e objetivos, e em uma estrutura mais verticalizada e hierarquizada, com centros estratégicos, de comando, controle e de tomadas de decisões mais relevantes”, disse Janot, segundo a assessoria de comunicação estratégica da Procuradoria-Geral da República.
Para Janot, os números desses dois anos de investigação apenas no STF demonstram o aperfeiçoamento do Ministério Público Federal no combate à corrupção. “Não só avançamos nessa área temática, com desenvolvimento de técnicas de investigação e definição de estratégias, como tivemos mais agilidade nos trâmites dos processos de pessoas com prerrogativa de foro”, apontou.
O procurador também destaca a importância da cooperação internacional para aprofundar investigações do esquema de desvio de recursos públicos, grande parte deles enviados para contas no exterior.
Nesses dois anos, também foram pedidos sete arquivamentos e alguns declínios de atribuição para outros tribunais. A atuação foi motivada pelo envolvimento de pessoas com prerrogativa de foro citadas em depoimentos do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do operador financeiro Alberto Youssef.
Lava Jato em números
Segundo a Procuradoria, com o aprofundamento das investigações, foram descobertos fatos novos e surgiram mais envolvidos, com a abertura de outros nove inquéritos. Desde então, no total, foram apresentadas 20 denúncias com 59 acusados - sem repetição de nomes -, sendo que só em cinco casos houve recebimento pela Suprema Corte.
Nem todos foram novamente autuados com ações penais e dois deles já foram remetidos para a Justiça Federal na 1ª instância por envolverem o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB/RJ), que perdeu a prerrogativa de foro. Outros seis inquéritos foram arquivados.
Em dois anos, também foram realizadas seis operações a pedido do procurador-geral da República - sendo três em 2015; duas em 2016; e uma em 2017. Houve a celebração de 49 acordos de colaboração premiada homologados no STF. (Agência Estado)
Saiba mais
Janot destaca que, nesse período, houve o pedido de desmembramento de investigações do maior inquérito, número 3989, da Lava Jato no Supremo.
O então relator, ministro Teori Zavascki, concordou com a proposta de divisão em quatro grandes grupos - membros do grupo criminoso organizado inseridos no PP e aos que, com esses, atuaram em concurso de pessoas; membros do PT; do PMDB com articulação no Senado e na Câmara.
COM INFORMAÇÕES DO O POVO
“A teia criminosa se divide em uma estrutura com vínculos horizontais, em modelo cooperativista, em que os integrantes agem em comunhão de esforços e objetivos, e em uma estrutura mais verticalizada e hierarquizada, com centros estratégicos, de comando, controle e de tomadas de decisões mais relevantes”, disse Janot, segundo a assessoria de comunicação estratégica da Procuradoria-Geral da República.
Para Janot, os números desses dois anos de investigação apenas no STF demonstram o aperfeiçoamento do Ministério Público Federal no combate à corrupção. “Não só avançamos nessa área temática, com desenvolvimento de técnicas de investigação e definição de estratégias, como tivemos mais agilidade nos trâmites dos processos de pessoas com prerrogativa de foro”, apontou.
O procurador também destaca a importância da cooperação internacional para aprofundar investigações do esquema de desvio de recursos públicos, grande parte deles enviados para contas no exterior.
Nesses dois anos, também foram pedidos sete arquivamentos e alguns declínios de atribuição para outros tribunais. A atuação foi motivada pelo envolvimento de pessoas com prerrogativa de foro citadas em depoimentos do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do operador financeiro Alberto Youssef.
Lava Jato em números
Segundo a Procuradoria, com o aprofundamento das investigações, foram descobertos fatos novos e surgiram mais envolvidos, com a abertura de outros nove inquéritos. Desde então, no total, foram apresentadas 20 denúncias com 59 acusados - sem repetição de nomes -, sendo que só em cinco casos houve recebimento pela Suprema Corte.
Nem todos foram novamente autuados com ações penais e dois deles já foram remetidos para a Justiça Federal na 1ª instância por envolverem o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB/RJ), que perdeu a prerrogativa de foro. Outros seis inquéritos foram arquivados.
Em dois anos, também foram realizadas seis operações a pedido do procurador-geral da República - sendo três em 2015; duas em 2016; e uma em 2017. Houve a celebração de 49 acordos de colaboração premiada homologados no STF. (Agência Estado)
Saiba mais
Janot destaca que, nesse período, houve o pedido de desmembramento de investigações do maior inquérito, número 3989, da Lava Jato no Supremo.
O então relator, ministro Teori Zavascki, concordou com a proposta de divisão em quatro grandes grupos - membros do grupo criminoso organizado inseridos no PP e aos que, com esses, atuaram em concurso de pessoas; membros do PT; do PMDB com articulação no Senado e na Câmara.
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