Não é novidade para ninguém que a permanência na Série A do Campeonato Brasileiro é de vital importância para Fortaleza e Ceará não somente pelo aspecto esportivo. Ficar na elite do futebol nacional representa
O Diário do Nordeste aponta: as seis rodadas finais do Brasileirão podem fazer com que os clubes cearenses faturem milhões de reais dependendo da posição final que terminarem o campeonato.
Isso porque, se garantirem a permanência no Brasileirão para 2020, ambos entrarão no bolo de divisão de cotas televisivas que ficou para ser distribuído ao fim do campeonato entre os 16 remanescentes, excluindo apenas os quatro times rebaixados à Série B.
O contrato de distribuição das cotas de transmissão prevê que cada colocação a mais na tabela seja revertida em receita, que inclui premiações entre o campeão e o 16º colocado. Neste cenário, para um clube que, em tese, não aspira mais nada no campeonato, terminar melhor colocado representa mais dinheiro em caixa.
O montante envolvendo TV aberta e fechada nesta temporada é de R$ 1,1 bilhão. Destes, 40% são divididos de forma igualitária (R$ 22 milhões a cada clube, que já foram pagos), outros 30% pela colocação final e 30% por exibição de jogos durante a competição. A informação foi publicada no blog do jornalista pernambucano Cassio Zirpoli e confirmada pelo Diário do Nordeste.
Logo, ao término da 38ª rodada, os 16 clubes irão repartir R$ 330 milhões. O campeão lucra R$ 33 milhões, enquanto o vice arrecada R$ 31,35 mi. A premiação diminui 5% por colocação até o 10º, e 8% até o 16º. Os valores listados, entretanto, são para os times que fecharam contrato total com a Rede Globo com transmissões na TV aberta e fechada. No caso de Ceará e Fortaleza, o vínculo é apenas para a TV aberta, o que rende aproximadamente R$ 1 milhão a cada jogo exibido ao longo do ano.
Desta forma, a distribuição de R$ 330 milhões cai automaticamente para R$ 180 milhões, que serão repartidos entre os clubes da 1ª até a 16ª colocação. Para TV fechada, a opção de Vovô e Leão foi fechar com a Turner, empresa que detém os direitos de transmissão dos canais Esporte Interativo até 2024 e acertou ainda com outros cinco clubes.

A distribuição da Turner, porém, não é igualitária. O conglomerado internacional deixou o Fortaleza com apenas R$ 9 milhões, uma vez que o acordo foi estabelecido quando o Tricolor ainda estava na Série C, enquanto o Ceará fechou contrato para receber R$ 23 milhões, assim como todos os outros.
A diferença ocorre pelo fato que o Alvinegro faz parte de uma nova forma de contrato, ao lado de Athletico/PR, Bahia, Internacional, Palmeiras e Santos. Os respectivos clubes tinham R$ 140 milhões destinados para 2019 e aceitaram repartir 75% do montante de forma igualitária.
Assim, o valor que o Fortaleza lucraria, se o campeonato terminasse hoje, com o clube na 13ª colocação, é de mais 6,6 milhões - levando em conta apenas as premiações por colocação da Turner e Rede Globo (TV Aberta), além de bonificação por Pay-per-view que será definida ao fim da competição.
Ao Ceará, se a Série A acabasse hoje, o prêmio seria de mais R$ 6,3 milhões nos cofres, pela 15º colocação, além da mesma de bonificação por Pay-per-view que receberá ao término do campeonato.
Sul-Americana
Ambos possuem ainda uma possibilidade de faturar algo a mais caso conquistem vaga na Copa Sul-Americana, o que é totalmente possível para ambos, considerando o atual cenário (e a chance aumenta ainda mais se o Flamengo for campeão da Libertadores).
Estar na competição internacional representa, só de cotas de participação da primeira fase, cerca de R$ 1 milhão.
Valor que será ainda maior caso consiga avançar de fase e seguir adiante na competição.

Novo patamar
Não é exagero afirmar que garantir manutenção na Série A pode mudar o futuro de Fortaleza e de Ceará, considerando que os dois poderão alcançar patamar financeiro inédito em suas histórias.
No ano passado, em que já tiveram faturamentos recordes, os dois clubes haviam registrado receitas bem menores com cotas televisivas. Em seu balanço financeiro referente a 2018, o Alvinegro declarou receita de R$ 24 milhões com "cota de TV", enquanto o Tricolor recebeu R$ 6 milhões.
O salto que ambos deram em 2019 foi grande, mas será ainda maior em 2020, caso a permanência na Primeira Divisão seja confirmada, o que possibilitará que os clubes realizem ainda mais investimentos nos diversos segmentos, como infraestrutura, tecnologia, gestão, logística, departamento médico e, obviamente, no futebol, com contratações de jogadores, pagamentos às comissões técnicas, etc.
Desafios finais
Cientes da imensa importância de permanência na Primeira Divisão para um 2020 mais estruturado e com melhores condições de investimento, tricolores e alvinegros, agora, têm a missão de fazer o que lhes cabe para garantir vaga entre os 20 clubes que estarão na elite do futebol nacional no ano que vem.
Com 39 pontos, o Fortaleza precisa de mais duas vitórias para chegar aos 45 e praticamente acabar com qualquer possibilidade de rebaixamento. O Tricolor ainda enfrentará, na ordem, CSA (C), Internacional (F), Santos (C), Goiás (F), Fluminense (F) e, na última rodada, Bahia (C).
O Ceará mira os mesmos 45 pontos como o "número mágico" que garantirá o time na Série A por mais uma temporada. Porém, como perdeu o Clássico-Rei do último domingo, está atualmente com 36 pontos e precisa de um triunfo a mais que o rival para atingir a mesma meta.
O Alvinegro ainda terá pela frente Chapecoense (F), São Paulo (C), Flamengo (F), Athletico-PR (C), Corinthians (C) e encerra contra o Botafogo (F).
Restando somente seis jogos para cada um, Fortaleza e Ceará seguem dependendo unicamente de si para que a vaga na Primeira Divisão seja garantida em 2020. Um alento para quem tem tanta coisa em jogo. O futuro dos clubes está nas mãos dos próprios.
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FONTE - DN
POSTADO POR GOMES SILVEIRA
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