Após os decretos de lockdown e Lei Seca em Quixadá, respectivamente do governo do Estado e da prefeitura, um fenômeno indesejável tem sido visto facilmente: aumentou de maneira significativa o fluxo de pessoas da cidade para a Zona Rural.
Principalmente nos finais de semana é grande a presença de numerosos veículos da cidade se dirigindo para o sertão. Ali, com a quase total ausência de fiscalização, milhares de pessoas se sentem à vontade para violar os decretos, consumir bebidas alcoólicas ao som de paredões e, não poucas vezes, causar aglomerações.
O decreto da prefeitura não proibiu a aquisição de bebidas por parte dos comerciantes junto aos fornecedores. Assim, ficou aberta a brecha para que bares e outros pontos de vendas de bebidas alcoólicas na Zona Rural tenham o suficiente para atender a aumentada demanda. Com os bares na cidade fechados, é para eles que muitos quixadaenses tem se dirigido.
O vírus encontra facilidade, através deste movimento da cidade para a Zona Rural, para multiplicar as infecções. Uma usuária do Facebook, Silvia Bernardo, chamou atenção para esse fato: “Só hoje tomei notícia de umas 20 pessoas em um só local no sertão doentes de covid. Também soube de mais uns 15 em outra comunidade. Como será que está o isolamento dessas pessoas? Será que estão isoladas ou entrançando na estrada distribuindo o vírus? Gente, é desolador!”
Neste sábado, 20, o prefeito de Quixeramobim, Cirilo Pimenta, soou o alerta: o Hospital Regional não tem mais leitos à disposição, nem de UTI nem de enfermaria, o que o obrigou a abrir emergencialmente mais 20 unidades para tentar suprir a demanda por internações.
Enquanto houver pouquíssima fiscalização e baixa cooperação por parte da população, associadas à lentidão das vacinas, muitas mortes ainda devem acontecer.
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POSTADA POR GOMES SILVEIRA
FONTE:DIÁRIO DE QUIXADÁ
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