Na última audiência pública do Grupo de Trabalho criado pela Câmara dos Deputados para estudar a reformulação do Código Eleitoral brasileiro, especialistas em Direito Eleitoral defenderam alterações sólidas, porém cautelosas na atual legislação, para que as mudanças não sejam contestadas mais adiante. Os debatedores também citaram exemplos do mau funcionamento do sistema eleitoral brasileiro.O ex-desembargador do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, Flavio Eduardo Britto, destacou que a falta de clareza na legislação sobre a prestação de contas está fazendo com que os partidos políticos sejam processados em excesso atualmente.
“Existe em uma unidade da federação da região Nordeste onde um determinado causídico entrou com 113 processos contra diretórios nacionais. Objetivando, ao meu sentir, se apoderar indevidamente do Fundo Partidário, que é dinheiro público”, afirmou.
“Um Código Eleitoral no século 21 há de primar pela orientação jurídica das pessoas que desejam ingressar na vida política, sobretudo nas eleições municipais. Temos casos na Defensoria Pública de candidatos que se veem às voltas com sanções, multas às vezes, do judiciário eleitoral, porque não sabiam que, ao se candidatar, precisariam manter uma conta aberta e que, ainda que não houvesse tramitação nessa conta bancária, teriam que fazer a prestação de contas”, observou Barros.
José Antônio defendeu o fortalecimento dos partidos políticos e a paridade de representação dentro dessas agremiações, com a alteração na forma como a partilha do Fundo Eleitoral é realizada atualmente, seguindo as mesmas regras da divisão do Fundo Partidário.
“Nós entendemos que o financiamento público de campanha se justifica para você dar maior transparência, mas também em função de você ter mais equidade na disputa. A gente sabe que a questão financeira pesa, e muito, no resultado eleitoral, então você ter um financiamento público de campanha ameniza essa desigualdade”, disse.
O presidente do Grupo de Trabalho, deputado Jhonatan de Jesus (Republicanos-RR), afirmou que o GT ouviu mais de 110 pessoas. O deputado informou ainda que o relatório final deve ser apresentado nos próximos dias pela relatora, deputada Margarete Coelho (PP-PI).
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POSTADA POR GOMES SILVEIRA
FONTE:BLOG DO EDISON SILVA
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