O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), conseguiu dividir o partido em Minas Gerais e fincar bandeira no estado na sua campanha para ser o candidato da sigla à Presidência da República em 2022.Durante viagem a Minas no fim da última semana, Doria colocou no seu palanque em Belo Horizonte o deputado federal Domingos Sávio, ex-presidente do PSDB no estado por duas vezes e atual vice-presidente nacional da legenda.
Domingos Sávio já foi um dos mais ferrenhos defensores do ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB), atualmente deputado federal e desafeto de Doria. Aécio, que tem domínio sobre o partido em Minas, apoia o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, como candidato do partido à Presidência.

Aécio e Sávio têm inclusive forte influência em uma mesma região do estado, a centro-oeste, onde estão cidades como Divinópolis e Cláudio.
Domingos Sávio hoje é tratado como “ovelha desgarrada” no PSDB de Minas, conforme a reportagem ouviu de um líder tucano no estado, para quem ele “foi seduzido pelo Doria”.
“Como bom mineiro não vou fugir à luta. E nem ficar em cima do muro, como tentam dizer que é próprio dos tucanos. Digo do meu apoio a você, João. Com muita segurança. Por saber que você se preparou para isso”, disse Sávio, em discurso no ato em Belo Horizonte.
Ele afirmou ainda que Doria é o melhor nome no momento em que o país precisa de esperança. “E dizer que pro nosso partido é uma honra, sim, ter uma pessoa com a sua estatura moral, com a sua competência, com a sua dedicação obstinada de querer um país melhor”, disse.
Doria escolheu a dedo outra perna de sua passagem por Minas Gerais. Foi a Betim, na Grande Belo Horizonte, se encontrar com o prefeito da cidade, Vittorio Medioli (sem partido).
A decisão, conforme o PSDB-MG, “está alicerçada em sua capacidade administrativa, especialmente à frente do governo gaúcho, onde com sua liderança e ampla articulação política conseguiu resolver graves problemas que afetavam o Rio Grande do Sul”.
O deputado Aécio Neves não quis comentar a viagem de Doria a Minas e afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o assunto tinha relação com o partido e que, portanto, o presidente da legenda no estado, deputado federal Paulo Abi Ackel, se posicionaria sobre o assunto.
Um que reúne filiados, outro formado por prefeitos e vice-prefeitos, um constituído por vereadores, deputados estaduais e distritais e um alcançado governadores, vice-governadores, senadores, deputados federais, ex-presidentes e presidente da legenda. Cada grupo tem peso unitário de 25%.
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FONTE: O ESTADO
POSTADA POR GOMES SILVEIRA
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