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sexta-feira, 19 de novembro de 2021

QUIXERAMOBIM : Mães e bebês prematuros permanecem juntos em 100% dos casos no Hospital Regional do Sertão Central

Desde de quando Paulo Gabriel nasceu prematuro, com 33 semanas, Jacqueline Braga de Oliveira, 33, não desgruda do bebê. Já são 49 dias que mãe e filho estão internados no Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), em Quixeramobim, unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) gerida pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH). Esta realidade só é possível porque o equipamento possui uma estrutura que permite que mães e bebês prematuros fiquem juntos.

Para a coordenadora médica do eixo Neonatal, Gabrielle Machado, um dos grandes diferenciais do HRSC é conseguir fazer a chamada “separação zero”. “Temos a possibilidade de deixar essas mães aqui no hospital, na maior parte do tempo, fazendo parte do cuidado e estando perto da assistência, do local onde os bebês ficam, e com livre acesso”, explica a médica.

O HRSC conta com duas estruturas para abrigar mães de bebês prematuros. O primeiro é o Estar Materno, uma sala de repouso destinada às mães que têm bebês internados de forma mais grave e que requerem uma atenção especial. O ambiente dispõe de 20 acomodações – onde as mães ficam alojadas próximo aos bebês, cumprindo uma rotina de visitas constante.

A segunda estrutura é a Unidade de Cuidados Intermediários Canguru (Ucinca), considerada uma extensão da Unidade de Cuidados Intermediários Convencionais (Ucinco). Reaberto no fim de outubro, o espaço possui quatro leitos e recebe bebês com peso abaixo de um quilo e cinquenta, que estão estáveis e cuja mãe tem disponibilidade para ficar com o pequeno.

“Essa mãe fica com esse bebê pequenininho nessa posição de contato pele a pele, a chamada ‘posição canguru’. Eles ficam aguardando ganhar peso e o processo de amamentação é ensinado às mães, para que se estimule o bebê de uma forma lenta e progressiva. O Estar Materno e a Ucinca são propostas diferentes, mas com o mesmo objetivo, que é não separar e não o cortar o vínculo da mãe com o bebê”, detalha Machado.

Jacqueline Braga e Paulo Gabriel encontram-se internados na unidade Canguru, enquanto o bebê ganha peso e se desenvolve ainda mais. Para a mãe, é como estar em casa. “Aqui, tenho a oportunidade de pegar meu bebê sem nenhum tipo de barreira. Tenho a mesma rotina de casa. Dou banho e troco fralda. O contato pele a pele tem ajudado bastante na recuperação e no ganho de peso. Nada como o calor de uma mãe. E qual mãe que não quer ter seu filho no braço?”, diz.

Referência

Inaugurado no HRSC, em 2018, o eixo Neonatal é referência para região quando o assunto é prematuridade. Este ano, dos 729 bebês nascidos vivos até outubro, 257 foram considerados prematuros, ou seja, nasceram antes das 37 semanas de gestação.

“A prematuridade hoje em dia é uma epidemia. Vem aumentando e, pela quantidade de partos prematuros que a gente tem, precisamos estar preparados; preparar a região para poder dar essa assistência de qualidade. O bebê prematuro não é só engordar. Ele tem que recuperar vários sistemas do organismo dele que deixaram de ser desenvolvidos durante a gestação, dentro da barriga da mãe, e a gente vai ter que fazer isso fora”, ressalta Gabrielle Machado.

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FONTE: MONÓLITOS POST

POSTADA POR GOMESILVEIRA

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