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quarta-feira, 17 de agosto de 2022

ELEIÇÕES 2022 - Pesquisa Quaest mostra Lula com 45% e Bolsonaro com 33%

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (17) mostra que o início do pagamento dos benefícios pelo governo federal, incluindo o Auxílio Brasil, não alterou a diferença entre Lula (45%) e Bolsonaro (33%), que se mantém em 12 pontos percentuais.

O quadro regional também aparece inalterado. No Nordeste a vantagem de Lula continua sendo alta, 40 pontos. Nas outras regiões, os candidatos continuam empatados dentro da margem de erro (margem de erro no Sudeste, 4 pontos; Sul, 6 pontos; Centro-Oeste, 8 pontos; e Norte, 8 pontos).As informações da pesquisa foram divulgadas pelo diretor do Instituto Quaest, Felipe Nunes, em seu perfil no Twitter. PhD em Ciência Política, Nunes é professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Segundo Nunes, há dois movimentos que merecem destaque na pesquisa de hoje. Um deles é que a ofensiva de Bolsonaro sobre os evangélicos continua dando bons resultados. Subiu de 19 para 24 a diferença entre os dois candidatos neste segmento. Diferença nos católicos, no entanto, permanece próxima dos 25 pts em favor de Lula.“Mas a expectativa de diminuição da diferença dos candidatos entre os que recebem o Auxílio foi frustrada. Ao invés de diminuir, aumentou de 23 para 30 pts a vantagem de Lula sobre Bolsonaro nesse grupo”, destaca Nunes.

Há duas hipóteses possíveis para explicar essa reversão do efeito do Auxílio. A primeira, seria a de que a população não dá crédito a Bolsonaro, porque não sabe que ele é o ‘pai’ da proposta. Não parece ser este o caso, já que aumentou quem diz que ele é o responsável.

Também não se sustenta a idéia de que Bolsonaro não seja responsável pela redução do preço dos combustíveis. Quase 45% dão esse crédito a ele.

A segunda hipótese possível é a de que Bolsonaro não atrai crédito político porque os eleitores desconfiam que as medidas não teriam sido feitas para ajudar as pessoas, mas para ajudar na reeleição do presidente. Os dados sustentam essa tese: 62% acreditam nisso.

Apenas os eleitores do presidente dizem acreditar que ele esteja tomando medidas para ajudar as pessoas. Eleitores de Lula e dos demais candidatos acreditam que Bolsonaro esteja simplesmente procurando soluções que ajudam na sua reeleição.

Mas isso quer dizer que as medidas econômicas não serão capazes de gerar qualquer efeito político? É cedo pra dizer….

Avaliação do governo

Algum efeito já está sendo sentido em outros indicadores, por exemplo, na avaliação do governo. É a primeira vez que a avaliação positiva aparece na casa dos 29% e a avaliação negativa em 41%.

Repare que essa queda na avaliação negativa acontece no Nordeste e no Sudeste, e mesmo nas regiões onde a margem de erro é maior, é possível perceber uma tendência de melhora na imagem do governo federal.

A avaliação negativa do governo Bolsonaro também caiu entre quem tem renda mais baixa e entre quem tem renda média. Estes são indicadores importantes de acumulo de capital político por parte do governo, o que pode vir a se transformar em intenção de voto no futuro, a ver…

Percepção da economia

Também já dá pra constatar que a percepção sobre a economia melhorou nos últimos meses, algo que pode favorecer Bolsonaro. Embora a economia continue sendo o principal problema do país (40%) está diminuindo a percepção de que a economia do país piorou no último ano. É o melhor resultado desde o começo da série histórica (52%), mesmo ainda sendo um percentual muito alto.


Em breve mais informações

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Lula iniciou sua campanha ontem em ato na porta da fábrica da Volks, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista


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FONTE:REDE BRASIL ATUAL
POSTADA POR GOMES SILVEIRA

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