Os três candidatos mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais apresentaram promessas para redução dos índices de violência no Ceará. Para Capitão Wagner (UB), uma das metas é o investimento em inteligência para se antecipar às ações criminosas. Elmano de Freitas (PT) e Roberto Cláudio (PDT) destacam a necessidade de novas medidas para a área da Segurança, bem como aumento do efetivo policial.
Durante atividade de rua, Elmano defendeu melhoria na inteligência para reduzir os índices de criminalidade no Ceará. Segundo prometeu, em uma eventual gestão, vai implantar o videomonitoramento com reconhecimento facial e melhoramento na tecnologia das câmeras, além do funcionamento do Centro Integrado de Segurança Pública (CISP).
“Vamos unificar a inteligência, investigação e o comando de decisão. Estarei, pessoalmente, com o comando da polícia civil e militar interagindo com o Governo Federal”, defendeu o petista. Ele destacou que, para que o projeto seja realizado, é necessário que exista um comando de forças do Estado, da União, do Governo Federal, para enfrentar o fenômeno das organizações criminosas.
“Só vamos conseguir isso fazendo concurso, ampliando o Raio, garantindo recursos e inteligência de videomonitoramento com reconhecimento facial e fazendo esse Centro Integrado funcionar para derrotar as organizações criminosas no estado do Ceará”, disse.
Roberto Cláudio destacou a necessidade de ampliar as forças policiais do estado. “Quero garantir a universalidade da cobertura da polícia especializada do Raio, em todo o território do Ceará”. Para o candidato, também é preciso investir na Polícia Judiciária, que vai apurar o crime organizado. “Só tem hoje uma delegacia de combate ao crime organizado. Queremos que, em cada região do estado, tenha pelo menos um departamento especializado desta natureza, somando 14”.
Ele também apontou como meta qualificar a proteção as mulheres vítimas de violência. Ele afirmou que o ideal seria aumentar o número de delegacias da mulher de 10 para 20. Segundo ele, a problemática não é relacionada somente ao acesso à Justiça e sim uma questão mais ampla, que envolve diretamente a economia.
“Bandido”
Especialista no tema, Capitão Wagner destacou que esta tem sido uma preocupação constante no Estado, que deve ser combatida de forma direta e objetiva. “Esse discurso de bandido bom é bandido morto está ultrapassado. O bandido bom é aquele que não existe”, afirmou.
Ainda de acordo com ele, é preciso se antecipar às ações das chamadas facções criminosas. Para isso, pretende firmar parceria com o FIB, a polícia federal americana, que deve auxiliar o Governo para redução da violência. “O FBI vai auxiliar a Polícia Federal, a Secretária de Segurança Vamos montar o maior escritório de inteligência da Polícia do Brasil”.

Os três candidatos trataram do tema durante atividades de campanha nesta quinta-feira (25). Foto: Divulgação
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