A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape) confirmou, nesta segunda-feira, a morte de Cleriston Pereira da Cunha, de 46 anos, conhecido como "Clezão do Ramalho". O detento, preso após os eventos de 8 de janeiro de 2023, que resultaram em ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, faleceu pela manhã.
Cleriston teria sofrido um infarto fulminante durante o banho de sol, no Centro de Detenção Provisória (CDP) 2, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda. A Seape esclareceu que o preso recebia acompanhamento médico regularmente e era monitorado por uma equipe multidisciplinar da Unidade Básica de Saúde da prisão desde sua entrada na Papuda em 9 de janeiro.
A equipe de profissionais de saúde que acompanhava Cleriston tentou reanimá-lo imediatamente após o mal súbito, e outros detentos também realizaram manobras de massagem cardíaca, no entanto, o detento não resistiu.
Clezão era irmão do vereador Cristiano Pereira da Cunha (PSD), do município de Feira da Mata, localizado no oeste da Bahia. Em 7 de novembro, a defesa de Cleriston encaminhou uma petição ao ministro Alexandre de Moraes solicitando a soltura do acusado. O advogado Bruno Azevedo de Sousa afirmou que Cleriston possuía parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR) para ser solto, mas o pedido ainda não havia sido julgado.
"A defesa reitera todos os argumentos apresentados nas alegações finais e solicita que sejam analisados os mais de oito pedidos de liberdade do acusado, que até o presente momento, parecem ter sido simplesmente esquecidos por esta respeitosa Corte", afirmou o defensor. A morte de Cleriston levanta novas questões sobre o andamento do processo judicial e a situação dos detentos relacionados aos eventos de janeiro.
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