Um absurdo foi "orientado" pela gestão de Quixadá nos últimos dias. Segundo informações que chegaram em nossa redação, a educação na cidade passará por avaliações nas próximas semanas.
As avaliações deverão ocorrer em turmas da educação infantil, e serão realizadas por meio da observação de pessoas avaliadores que acompanharão a rotina e dia-a-dia escolar.
Até então, nada de diferente do que já ocorre; o que chamou atenção foi um "pedido", tratado como orientação ou ordem da gestão: nas creches de educação infantil do distrito educacional São João, gestores da prefeitura de Ricardo Silveira (PSD) repassaram para professores que esses conversassem com as famílias que possuem crianças com necessidades especiais matriculadas nas escolas e as instruísse a não levarem essas crianças para as aulas nos dias de avaliação. Um absurdo que, além de toda questão imoral, é também exclusivista e discriminatória.
Segundo apurado, uma das questões que podem ter levado a prefeitura e a gestão da educação pública quixadaense a fazerem esse "pedido" absurdo é que, com a avaliação externa, é possível que a gestão não esteja cumprindo com todas as legislações necessárias para atendimento dessas crianças, conforme ordena a lei: é o caso de espaços com acessibilidade, boa infraestrutura física, profissionais específicos para atendimento e acompanhamento dessas crianças, além de materiais para as aulas.
Ao que parece, a prefeitura não tenta mais alcançar escolas 'nota 10', mas tenta, pelo menos, evitar escolas 'nota zero' -nem que, para isso, exclua crianças.
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