MOTOCEDRO EM QUIXADÁ

MOTOCEDRO EM QUIXADÁ
MOTOCEDRO EM QUIXADÁ -TELEFONE 88 3412 0066

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

POLITICA - A seis meses da campanha, base de Elmano mantém cautela e evita cravar nomes para o Senado

A seis meses do início oficial da campanha eleitoral, a base aliada do governador Elmano de Freitas (PT) no Ceará é cautelosa sobre quais nomes serão escolhidos para disputar o Senado em outubro deste ano. Apesar da movimentação de bastidores e de pré-candidaturas já colocadas publicamente, lideranças do grupo governista afirmam que o momento ainda é de articulação, sem decisões fechadas.

O cálculo inclui a presença de um senador que não quer concorrer à reeleição, o interesse de partidos estratégicos da base, disputas internas no PT e o desafio de acomodar aliados na chapa majoritária. O resultado é um cenário de incerteza que já conta com quase dez nomes cotados.


Conheça os nomes que aparecem como pré-candidatos da base governista e como eles aparecem na disputa.

José Guimarães (PT)

O que há de novo

No último dia 2 de fevereiro, o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do PT se posicionou a favor da candidatura à reeleição do governador Elmano de Freitas e da candidatura de Guimarães ao Senado. O posicionamento reforça o apoio ao parlamentar e o coloca no centro das negociações da base para 2026.

O que pesa a favor

Líder do Governo Lula na Câmara dos Deputados, Guimarães mantém intensas articulações para disputar o Senado, cargo que ele diz não abrir mão. Em seus cálculos, o petista contabiliza o apoio de mais de 70 prefeitos cearenses. Nas últimas semanas, ele aproveitou o recesso parlamentar para fazer uma ofensiva no Interior, visitando aliados e reforçando as bases locais.

Em abril do ano passado, durante entrevista ao PontoPoder, ele reafirmou que será o candidato da legenda. “O PT tendo uma vaga para o Senado no Ceará, esqueça, o nome é José Nobre Guimarães”, disse.

O que pesa contra

Um obstáculo à candidatura do parlamentar é a quantidade de espaços ocupados pelo PT em cargos estratégicos no Ceará. A legenda já contabiliza uma das três cadeiras do Estado no Senado, além de comandar o Governo do Estado e a Prefeitura da Capital. O próprio ministro da Educação, Camilo Santana (PT), já chegou a defender que "o PT não pode ter tudo".

O que diz o pré-candidato

Ao PontoPoder, Guimarães disse que sua pré-candidatura não é uma “imposição, mas um movimento natural pautado por uma trajetória de entregas em todos os municípios cearenses”.

“Na prática, já atuamos com a responsabilidade de um representante do Senado ao viabilizar projetos estratégicos, como a Ferrovia Transnordestina e o Polo Automotivo do Ceará. Entendo que o senador do nosso Estado precisa de três marcas indissociáveis: lealdade ao projeto do presidente Lula, compromisso real com as demandas cearenses e a capacidade de promover uma renovação ativa. O Senado é a casa que cuida da Federação, um espaço de trabalho intenso, e não deve ser visto como um lugar para o político se aposentar", completou.

Luizianne Lins (PT)

O que há de novo

Mesmo com a pré-candidatura posta, o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do PT não indicou qualquer prioridade para que a deputada federal dispute o Senado em 2026. A ausência de sinalização da instância partidária amplia o distanciamento da petista da disputa e reforça as incertezas em torno de seu futuro político. Nos bastidores, aliados e adversários avaliam que os desgastes internos abriram espaço, inclusive, para uma possível mudança de legenda.

O que pesa a favor

Lançada como pré-candidata ao Senado em abril do ano passado, durante evento do Campo de Esquerda, Luizianne Lins tem um amplo histórico político e mantém um eleitorado fiel, especialmente em Fortaleza. Dentro do PT, carrega no currículo vitórias internas importantes, que a credenciam como um nome capaz de se viabilizar eleitoralmente mesmo em disputas internas contra lideranças nacionais da sigla.

O que pesa contra

Nos últimos anos, a petista acumulou significativas perdas de influência interna no partido. Com a ascensão de Camilo Santana como principal liderança governista no Ceará, a ex-prefeita da Capital foi gradualmente perdendo espaço. Em pleitos recentes, Luizianne expôs publicamente desconfortos com decisões internas, sobretudo com movimentos conduzidos por integrantes da ala camilista, o que aprofundou o isolamento político dentro do PT.

O que diz a pré-candidata

Procurada pela reportagem, ela não quis comentar.

Cid Gomes (PSB)

O que há de novo

Recentemente, Cid Gomes se reuniu com Junior Mano e, segundo interlocutores, manteve o aval para que o deputado siga nas articulações rumo ao Senado. No entanto, conforme o colunista do PontoPoder Inácio Aguiar, o senador estaria menos resistente à ideia de disputar a reeleição em 2026. A avaliação interna é de que, apesar das sinalizações públicas contrárias, Cid estaria cada vez mais inclinado a aceitar a candidatura.

O que pesa a favor

Atual ocupante do cargo, Cid Gomes é um dos políticos de maior influência no cenário cearense recente. Principal liderança do PSB, mantém forte articulação com prefeitos e ex-prefeitos. Sua reeleição é defendida por lideranças como o ministro Camilo Santana e o governador Elmano de Freitas.

Mesmo após o racha familiar em 2022, quando rompeu com o irmão Ciro Gomes, Cid manteve capital político e demonstrou força ao migrar do PDT para o PSB, alavancando a presença municipal da sigla enquanto o PDT encolheu.

O que pesa contra

Desde as primeiras movimentações públicas para 2026, Cid tem afirmado que não pretende disputar a reeleição. Ele sustenta que o apoio a Junior Mano faz parte de um acordo firmado no momento da filiação do deputado ao PSB, o que cria um entrave político para uma eventual mudança de posição.

O que diz o pré-candidato

Cid tem evitado comentar sobre os cenários para este ano. Ao longo do ano passado, nas declarações públicas que deu sobre o assunto, ele reforçou o apoio ao nome de Junior Mano.

Junior Mano (PSB)

O que há de novo

Em entrevistas recentes, Junior Mano reafirmou o interesse em disputar o Senado e destacou as movimentações que têm feito para reforçar sua base eleitoral. O deputado tem percorrido municípios cearenses e estreitado alianças.

Na semana passada, reuniu-se com o senador Cid Gomes e, na segunda-feira (9), com Acilon Gonçalves, ex-prefeito do Eusébio e liderança influente na Região Metropolitana de Fortaleza.

O que pesa a favor

O principal fiador da pré-candidatura de Junior Mano é o senador Cid Gomes, atual ocupante do cargo. Ex-governador do Ceará, Cid tem forte poder de articulação entre os governistas e faz defesa pública do nome do deputado. Mano também conta com apoio de diversos prefeitos aliados e integra o PSB, um dos pilares da base de Elmano de Freitas. A legenda é a que possui o maior número de prefeitos no Estado, com 72 gestores, o que representa mais de um terço dos municípios cearenses.

O que pesa contra

O parlamentar enfrenta denúncias relacionadas a supostos desvios de recursos públicos para compra de votos. De acordo com a Polícia Federal, o deputado teria atuado como peça central de um esquema que teria como operador o prefeito Bebeto Queiroz, aliado do parlamentar foragido há mais de um ano. O deputado nega todas as acusações.

O que diz o pré-candidato

No último domingo (8), durante visita a Limoeiro do Norte, Mano rebateu especulações de que teria recuado da disputa. “Estou preparado e a pré-candidatura é para valer”, afirmou. Ele também comentou reunião recente com Cid Gomes, na sexta-feira (6), para “alinhar situações e estratégias”. “Em janeiro andei em 18 municípios. Só agora em fevereiro estou indo para o sexto. Não adianta ser pré-candidato por ligação ou telepatia, temos que estar perto do povo”, disse.

Eunício Oliveira (MDB)

O que há de novo

Em dezembro do ano passado, durante entrevista ao PontoPoder, o governador Elmano de Freitas (PT) reconheceu que Eunício Oliveira é um dos nomes cotados como pré-candidato ao Senado pela base aliada. Na ocasião, o petista destacou que o MDB já comunicou que a prioridade da legenda é a candidatura do ex-senador.

“Evidentemente, o MDB não vai poder, na chapa majoritária, ter a vice e o Senado. Então é algo para dialogar”, ponderou. Durante o recesso parlamentar, Eunício intensificou a movimentação política, com viagens a municípios do Interior e reuniões com aliados em Fortaleza.

O que pesa a favor

Eunício conta com apoio da cúpula nacional do MDB e destaca, no currículo, os investimentos articulados para o Ceará no período em que presidiu o Senado. Segundo o parlamentar, o retorno do cearense à Casa é uma prioridade para os emedebistas.

“Onde houver chance, o MDB disputará o governo; onde não houver, buscará aliança para ocupar uma das vagas ao Senado”, afirmou. Atualmente, o partido tem correligionários no comando de nove prefeituras no Estado.

O que pesa contra

Ex-adversário de Camilo Santana e atual adversário político dos Ferreira Gomes, o nome de Eunício enfrenta resistência dentro de setores da base governista. Além disso, o MDB, comandado pelo próprio deputado no Ceará, vem perdendo influência nos municípios nos últimos anos, com a redução do número de prefeitos.

Outro ponto de tensão é o fato de o partido já ocupar um espaço estratégico no Executivo estadual, com Jade Romero como vice-governadora. Diante disso, aliados avaliam que a legenda poderia, inclusive, recuar desse cargo para viabilizar a candidatura de Eunício ao Senado.

O que diz o pré-candidato

Ao PontoPoder, Eunício afirmou que já conta com o apoio de quase 80 prefeitos e reforçou que sua candidatura ao Senado é prioridade. Disse ainda que pretende disputar o cargo e que estará ao lado de quem os líderes governistas decidirem apoiar. “Sou uma pessoa de grupo. O que o grupo decidir terá meu apoio, aplauso e lealdade”, concluiu.

Chagas Vieira

O que há de novo

Chagas Vieira tem sido um dos articuladores da aproximação do União Brasil com a base do governador Elmano de Freitas. A negociação é considerada estratégica pelos governistas, já que o partido é um dos maiores redutos da oposição no Ceará, além de contar com amplo tempo de televisão e recursos de campanha.

O que pesa a favor

Braço direito de Elmano de Freitas, Chagas Vieira é um dos auxiliares mais próximos do ministro da Educação, Camilo Santana. Desde que retornou à Casa Civil, em dezembro de 2024, o secretário passou a ter uma atuação mais combativa nas redes sociais, rebatendo críticas da oposição e anunciando ações do governo. Sem filiação partidária, já recebeu convites de diversas legendas e afirma que só definirá o futuro partidário em março.

O que pesa contra

Diferentemente de outros nomes da base, Chagas nunca disputou cargos eletivos, o que faria da eventual candidatura ao Senado sua estreia já em uma eleição considerada prioritária pelo Governo Federal e de alta competitividade. Além disso, sua atuação na articulação política tem provocado incômodo em aliados de Elmano, como o ex-prefeito de Sobral, Ivo Gomes, que fez críticas públicas à aproximação entre Chagas e a família Rodrigues, adversária histórica dos Ferreira Gomes no município.

O que diz o pré-candidato

Publicamente, Chagas não descarta ser candidato, mas afirma que a prioridade é auxiliar na reeleição de Elmano. Em entrevista ao PontoPoder no ano passado, comentou as especulações. “Não tenho partido à vista, sinceramente. Começou a ter um movimento, até pela postura de enfrentamento que passei a ter, de pessoas dizendo que estou querendo ser candidato, alguns deputados e o próprio ministro Camilo dizendo que sou um grande nome. No momento, meu foco absoluto tem sido trabalhar. Acho que a melhor forma de fazer política é trabalhar e dar resultado”, disse.

Moses Rodrigues (União Brasil)

O que há de novo

Em entrevista ao PontoPoder no mês passado, o presidente do PP Ceará, AJ Albuquerque, confirmou que as negociações para a adesão do União Brasil à base governista passam pela candidatura de Moses Rodrigues ao Senado. As tratativas esfriaram recentemente após o ex-ministro Ciro Gomes cumprir agenda com lideranças do União Brasil e sinalizar apoio ao nome de Capitão Wagner para o Senado.

O que pesa a favor

Deputado federal pelo União Brasil, Moses passou a se aproximar do governador Elmano como parte de uma estratégia para levar a legenda à base governista. O partido é cobiçado pelos aliados desde sua criação, mas segue sob comando do oposicionista Capitão Wagner. Nas negociações, Moses lideraria a ofensiva e seria indicado ao Senado com apoio do governo.

O que pesa contra

A articulação encontra resistência dentro da própria base governista, especialmente da família Ferreira Gomes. A aproximação de Moses e de seu pai, o prefeito de Sobral Oscar Rodrigues, provocou críticas públicas de Ivo e Lia Gomes, adversários históricos dos Rodrigues no município. A movimentação resultou, inclusive, no rompimento político de Ivo Gomes com Elmano, conforme mostrou o PontoPoder.

O que diz o pré-candidato

Moses mantém cautela e nega intenção de disputar o Senado. Em entrevista recente à Rádio Tempo, afirmou ter “simpatia” pelas candidaturas de Eunício Oliveira e Cid Gomes.

Domingos Filho (PSD)

O que há de novo

Em entrevistas recentes, Domingos Filho defendeu que as definições eleitorais sejam deixadas para um momento mais próximo do pleito, evitando impactos na gestão do governador Elmano de Freitas.

O que pesa a favor

Secretário do Desenvolvimento Econômico do Ceará, Domingos já foi citado pelo próprio Elmano como um possível nome ao Senado. Presidente do PSD, partido com forte influência municipalista, comanda uma sigla que administra 16 prefeituras, incluindo cidades médias e grandes. O PSD aderiu à base governista durante o mandato de Elmano e consolidou a aliança nas eleições municipais.

O que pesa contra

Apesar da influência partidária e de ter sido lembrado pelo governador, o nome de Domingos não ganhou tração nos bastidores da disputa ao Senado.

O que diz o pré-candidato

O político evita comentar sobre uma eventual candidatura.

Chiquinho Feitosa (Republicanos)

O que há de novo

Chiquinho Feitosa mantém postura discreta e sem movimentações públicas recentes relacionadas à disputa ao Senado.

O que pesa a favor

Presidente estadual do Republicanos, comanda uma legenda que administra 14 prefeituras no Ceará e possui dois deputados estaduais. Já foi senador ao ocupar uma vaga durante a licença de Tasso Jereissati e tem ampla interlocução com o empresariado. Em 2022, demonstrou fidelidade ao grupo governista ao articular o apoio do partido à chapa de Elmano.

O que pesa contra

Além do período como senador suplente e de um mandato como deputado federal, Chiquinho não possui histórico consistente de disputas majoritárias. Apesar da influência nos bastidores, tem pouca expressividade eleitoral pública, o que pode ser um obstáculo em uma eleição acirrada.

O que diz o pré-candidato

Não foi localizado pela reportagem.


Viu situação que pode virar notícia? Ou tem alguma sugestão de pauta?Fale com a gente pelo WhatsApp do Central  Quixadá.

SUGESTÃO DE PAUTA? FALE COM A GENTE PELO WhatsApp do Central Quixadá
88 998602540 / 988820918 / 88 34121595

JORNAL CENTRAL QUIXADÁ É O BLOG OFICIAL DO RADIALISTA GOMES SILVEIRA NO SERTÃO CENTRAL. PARTICIPE ATRAVÉS DO TELEFONE E WHATS APP - TELEFONE FIXO 3412 1595 TIM (88)998602540 88 988820918 OI EMAIL - CENTRALQUIXADA@GMAIL.COM

POSTADA POR GOMES SILVEIRA

COM INFORMAÇÕES DN

Nenhum comentário:

Postar um comentário