O senador Cid Gomes (PSB) relembrou a reunião do PDT em outubro de 2023, no Rio de Janeiro, marcada por ofensas, discussões e "lavagem de roupa suja" entre os grupos políticos dele e do irmão Ciro Gomes (PSDB). Em entrevista coletiva, no próprio gabinete em Brasília, Cid classificou o episódio como uma "humilhação" e disse ter se sentido agredido.
Na entrevista, o parlamentar cearense comentava a atual situação da relação com o irmão, sinalizando apoio a uma eventual candidatura de Ciro à Presidência da República e que, inclusive, terá uma reunião com o ex-senador cearense Tasso Jereissati (PSDB) para tratar do tema. Cid mencionou o contexto da própria saída do PDT, quando a família ainda estava no mesmo partido.
"Eu estava no mesmo partido dele (Ciro) e fui expulso do partido dele. Uma das temporadas da série é isso, a minha expulsão do PDT. Eu fui expulso do partido", alegou Cid.
Sobre a reunião ocorrida no Rio de Janeiro, onde foi aprovada uma intervenção para afastar o senador da presidência do diretório do PDT Ceará, Cid afirmou ter sido humilhado e agredido. O momento foi marcado por discussões entre aliados de Cid e de Ciro, incluindo o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio.
"Foi uma humilhação para mim. Sem nenhuma solidariedade, pelo contrário. Fui agredido, enfim. Mas relevo tudo isso. Estou feliz da vida. Estou no PSB", declarou.
Um ano antes da confusão no PDT, na eleição de 2022, Ciro defendeu a candidatura de RC ao governo do Estado, enquanto a ala de deputados ligada a Cid defendia que a então vice-governadora Izolda Cela seria o nome mais apropriado para representar o grupo político.
Reunião foi marcada pro bate-boca generalizado
Enquanto parte do PDT, liderada por Cid na época, defendia o partido na base do governador Elmano de Freitas (PT), ala ligado a Ciro queria ir para a oposição ao PT no Ceará. Em encontro nacional, a cúpula decidiu por afastar o senador do diretório, sob muitas discussões acaloradas, inclusive entre os irmãos.
Após o ocorrido, o clima interno ficou insustentável para Cid. Ele deixou o partido e se filiou ao PSB, levando posteriormente um grupo de prefeitos, deputados estaduais e deputados federais. Hoje, a sigla socialista é a maior bancada da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), tem mais de 60 prefeitos e filiou três deputados federais na última janela partidária.

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