O deputado João Paulo Cunha (PT-SP) afirmou nesta sexta-feira (7)
que a história vai julgar a "crueldade e a injustiça" que o PT sofre por
parte da imprensa.
"Daqui 50, 60 anos, um aluno de história vai estudar esse período da primeira década do século 21 e vai pegar os jornais e perguntar o que aconteceu. Os jornais falam uma coisa e a vida do povo diz outra coisa", disse o deputado.
João Paulo fez nesta sexta a sua primeira aparição pública depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, no final de novembro, que ele deve cumprir em regime fechada a pena pelos crimes relacionados ao mensalão. O deputado foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão.
"O que se faz com o PT hoje na imprensa é de uma injustiça e de uma crueldade. A história julgará", disse o deputado. De acordo com ele, "a imprensa separa o joio do trigo e publica apenas o joio".
Disparidade
O deputado disse que a imprensa está sendo desrespeitosa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao contrário da forma como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso , segundo ele, é tratado. "Chegam a ser cruéis com o Lula."
Getúlio
João Paulo também comparou o processo do mensalão ao caso do presidente Getúlio Vargas, que se matou em 1954 durante uma crise política. "Getulio Vargas ficou por muitos anos com o carimbo na testa de corrupto. Hoje, quando se fala no século 20, há de se destacar o papel que Getúlio teve."
João Paulo lembrou que o principal adversário de Getúlio era Carlos Larcerda. "O que ele era? Um jornalista."
O deputado participou de evento promovido pelo PT paulista com prefeitos e vereadores eleitos no Estado.
João Paulo foi o mais aplaudido pelos petistas durante o encontro que durou todo o dia em um hotel em Embu das Artes (Grande SP). Ele também recebeu abraços, palavras de apoio e tirou fotos com os colegas de partido.
O deputado assistiu a uma palestra do ministro Aloizio Mercadante (Educação). Os dois, no entanto, não se cumprimentaram. "Tenho outro compromisso. Não consegui ver todos os companheiros estavam aqui", justificou o ministro.
João Paulo disse que uma das fontes para a sua "coragem" para enfrentar seu calvário é a solidariedade dos petistas.
"Eu já estou começando a trabalhar com a ideia de que a vida é assim. Como uma árvore, cai a semente e dá lugar a outra árvore", completou.
Segundo João Paulo, ninguém pode dar uma lição de ética e moral a ele. "Eu, com todos os problemas que eu tenho, fico muito incomodado quando alguém quer dar lição de ética."
"Fiz a opção de não fazer da fortuna e da riqueza a razão da minha vida", afirmou.
Em um discurso de 25 minutos, o deputado ainda falou aos colegas como ser um parlamentar. "O vereador bom do meu ponto de vista é aquele que sabe o problema que está acontecendo na rua debaixo de sua casa."
"Daqui 50, 60 anos, um aluno de história vai estudar esse período da primeira década do século 21 e vai pegar os jornais e perguntar o que aconteceu. Os jornais falam uma coisa e a vida do povo diz outra coisa", disse o deputado.
João Paulo fez nesta sexta a sua primeira aparição pública depois que o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, no final de novembro, que ele deve cumprir em regime fechada a pena pelos crimes relacionados ao mensalão. O deputado foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão.
"O que se faz com o PT hoje na imprensa é de uma injustiça e de uma crueldade. A história julgará", disse o deputado. De acordo com ele, "a imprensa separa o joio do trigo e publica apenas o joio".
Disparidade
O deputado disse que a imprensa está sendo desrespeitosa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao contrário da forma como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso , segundo ele, é tratado. "Chegam a ser cruéis com o Lula."
Getúlio
João Paulo também comparou o processo do mensalão ao caso do presidente Getúlio Vargas, que se matou em 1954 durante uma crise política. "Getulio Vargas ficou por muitos anos com o carimbo na testa de corrupto. Hoje, quando se fala no século 20, há de se destacar o papel que Getúlio teve."
João Paulo lembrou que o principal adversário de Getúlio era Carlos Larcerda. "O que ele era? Um jornalista."
O deputado participou de evento promovido pelo PT paulista com prefeitos e vereadores eleitos no Estado.
João Paulo foi o mais aplaudido pelos petistas durante o encontro que durou todo o dia em um hotel em Embu das Artes (Grande SP). Ele também recebeu abraços, palavras de apoio e tirou fotos com os colegas de partido.
O deputado assistiu a uma palestra do ministro Aloizio Mercadante (Educação). Os dois, no entanto, não se cumprimentaram. "Tenho outro compromisso. Não consegui ver todos os companheiros estavam aqui", justificou o ministro.
João Paulo disse que uma das fontes para a sua "coragem" para enfrentar seu calvário é a solidariedade dos petistas.
"Eu já estou começando a trabalhar com a ideia de que a vida é assim. Como uma árvore, cai a semente e dá lugar a outra árvore", completou.
Segundo João Paulo, ninguém pode dar uma lição de ética e moral a ele. "Eu, com todos os problemas que eu tenho, fico muito incomodado quando alguém quer dar lição de ética."
"Fiz a opção de não fazer da fortuna e da riqueza a razão da minha vida", afirmou.
Em um discurso de 25 minutos, o deputado ainda falou aos colegas como ser um parlamentar. "O vereador bom do meu ponto de vista é aquele que sabe o problema que está acontecendo na rua debaixo de sua casa."
Postada:Gomes Silveira
Fonte:Diário do Nordeste
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