Cidade do Vaticano O conclave para escolher o próximo papa deve começar a partir do dia 15 de março, segundo o Vaticano. De acordo com o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, a normativa vaticana estabelece que o conclave deve começar entre 15 e 20 dias depois do início da Sé Vacante, o intervalo de tempo entre a morte e a renúncia de um papa até a escolha do seguinte. O intervalo tem o objetivo de permitir que todos os cardeais que formam o conclave cheguem a Roma.
O processo de votação do papa é chamado de conclave e ocorre a portas fechadas na Capela Sistina, quando cardeais de diversas nacionalidades se dirigem ao Vaticano e decidem quem será o próximo pontífice FOTO: REUTERS
O processo de votação do papa é chamado de conclave e ocorre a portas fechadas, quando cardeais de diversas nacionalidades decidem a portas fechadas quem será o próximo pontífice.
Primeiro se distribuem as fichas para os cardeais. São escolhidos três escrutinadores. A ficha será retangular. A parte inferior ficará em branco para que se preencha o nome do futuro papa. O preenchimento das fichas deve ser feito secretamente por cada um dos cardeais eleitores, que deverá utilizar uma grafia que impeça o reconhecimento. Após o voto, as fichas são depositadas nas respectivas urnas, misturadas e contadas.
Se porventura o número das fichas não corresponder ao número de eleitores, é preciso queimá-las todas e realizar uma segunda votação. Se o número de fichas bater com o total de eleitores, inicia-se a apuração dos votos. Os votos são lidos e conferidos por três escrutinadores, que leem o voto em voz alta para todos os presentes.
Após a apuração desses votos, os escrutinadores dão início à soma dos votos obtidos pelos diversos nomes, anotando o resultado numa folha separada.
Em seguida, os escrutinadores fazem a soma de todos os votos que cada um obteve. Se ninguém obtiver dois terços dos votos, não haverá papa eleito e iniciará nova eleição. Haverá novo papa se algum dos nomes escolhidos contar com dois terços dos votos.
Antes dos cardeais eleitores abandonarem a Capela Sistina, todas as fichas serão queimadas pelos escrutinadores. Após cada votação, é anunciado o resultado por meio da emissão de fumaça pela chaminé da Capela Sistina. A fumaça escura significa que ainda não foi escolhido o novo papa. A fumaça clara, que a escolha já foi feita.
Padre defende eleição aberta
Viena. Um padre dissidente austríaco, cujo pedido para desobedecer alguns ensinamentos católicos provocou uma repreensão do papa Bento XVI no ano passado, pediu aos líderes da Igreja para abandonar seu sigilo e perguntar aos fiéis quem deveria liderá-los.
O reverendo Helmut Schueller, chefe de um grupo de sacerdotes que desafia abertamente as posições da Igreja sobre temas tabu como o celibato sacerdotal e a ordenação de mulheres, disse que a escolha de um sucessor de Bento era uma oportunidade para abraçar o debate público.
Schueller afirma que seu grupo representa 10% do clero da Áustria e possui amplo apoio público à sua promessa de quebrar as regras da Igreja, dando comunhão aos protestantes e católicos divorciados que casam novamente. "Se as coisas estivessem indo bem, os padres do conclave estariam, no mínimo, indo às bases da igreja e convocando reuniões para realmente ouvir o que os fieis esperam", disse ele.
Não há campanhas abertas ou candidatos declarados para o cargo e os cardeais são proibidos pela lei da Igreja de revelar em quem votaram. Muitos cardeais escolhem seu favorito depois de uma série de contatos discretos nos dias anteriores à eleição.
Eleitores
Limite de idade
80 anos é a idade em que o cardeal, pelas normas do Vaticano, perde o direito de participar do conclave
Média de idade
71,5 anos é a média dos 118 cardeais que hoje têm idade para escolher o novo pontífice
Mais jovem
53 anos é a idade do caçula dos cardeais, o italiano Baselios Cleemis Thottunkal
Nacionalidades
49 países estão representados no atual colégio eleitoral. 53% dos cardeais são europeus
Postada:Gomes Silveira
Fonte:Diário do Nordeste
Nenhum comentário:
Postar um comentário