Washington O presidente Barack Obama iniciou campanha em busca de apoio para suas ambiciosas propostas econômicas em seu discurso do Estado da União na terça-feira (12) à noite. Obama propôs o fim da evasão de impostos para os mais ricos, controle de armas e combate à mudança do clima, ideias que muitos da oposição republicana nem mesmo chegaram a considerar. O líder republicano que defende a reforma da imigração, senador Marco Rubio, foi o escolhido para responder oficialmente à Obama.
A única iniciativa que ganhou o aplauso dos membros dos dois partidos foi a defesa de Obama para a reforma da lei de imigração. Seu discurso teve mais de uma hora de duração na Câmara dos Representantes FOTO: REUTERS
Rubio, cubano-americano de 41 anos, é um expoente entre os republicanos e um dos candidatos mais promissores à presidência dos EUA em 2016. O senador acusou Obama de se opor ao sistema de livre iniciativa. Ele afirmou que a solução de Obama "para qualquer problema que enfrenta é fazer Washington adotar mais impostos, tomar mais empréstimos e gastar mais".
O longo discurso de mais de uma hora de Obama, um arrazoado que já havia sido antecipado por sinais sobre seus planos para o primeiro ano de seu segundo mandato, não teve surpresas e não fez progressos óbvios para reduzir as enormes divisões entre os dois partidos e a pane no legislativo que tomou conta de Washington desde que os republicanos retomaram o controle da Câmara dos Representantes em 2010.
A única iniciativa que ganhou o aplauso dos membros dos dois partidos foi a defesa de Obama para a reforma da lei de imigração. Os republicanos, após terem perdido por muito os votos dos hispânicos em 2012 para a presidência, abraçaram a necessidade de lidar com mais humanidade com os 11 milhões de imigrantes que já vivem ilegalmente nos EUA.
Obama voltou ao tema que garantiu sua reeleição em novembro: a necessidade de levantar a classe média duramente atingida pela Grande Recessão e que já havia sentindo seus salários estagnarem antes que essa desaceleração profunda da economia confrontasse Obama quando ele assumiu o poder quatro anos atrás.
Com o desemprego ainda perto de 8% e a confiança do consumidor escapado, o presidente reconheceu que a recuperação econômica é uma "tarefa inacabada". "Afastamos a crise do caminho e podemos dizer com renovada confiança que a posição de nosso país é forte". A política externa recebeu menos atenção, mas se tornou urgente após a Coreia do Norte ter realizado seu terceiro teste nuclear horas antes do discurso. Obama afirmou que "provocações" como este teste isola ainda mais a Coreia do Norte "porque temos o apoio de nosso aliados, fortalecemos nosso próprio míssil de defesa e conduzimos o mundo a tomar decisão firme em relação à estas ameaças".
Retorno
A audiência na Câmara dos Representantes explodiu em aplausos quando Obama anunciou que 34 mil soldados americanos que estão no Afeganistão voltarão para casa e que a maioria dos remanescentes deve retornar aos EUA até o final de 2014, quando a ocupação terminar.
Obama também anunciou que os EUA vão começar as discussões com a União Europeia sobre um acordo de comércio transatlântico. Prometeu trabalhar com a Rússia em busca de novas reduções nos arsenais nucleares, e que vai trabalhar para completar as negociações de acordo comercial com a região da Ásia-Pacífico. Sobre a Síria, disse que os EUA "manterão a pressão sob o regime que mata seu próprio povo, e apoiarão líderes da oposição que respeitam os direitos de cada sírio".
Postada:Gomes Silveira
Fonte:Diário do Nordeste
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