O
governo quer dar “tranquilidade” aos municípios e estados, reforçou
Pimentel. Assim, conforme assinalou, tem todo interesse na aprovação da
proposta orçamentária. Ele disse esperar que o mesmo sentimento
prevaleça entre os líderes partidários, para que o projeto possa
brevemente ser submetido à votação final em sessão do Congresso. “Esta
Casa é de diálogo e nós queremos estimular e fortalecer o pacto
federativo e, em especial, os municípios”, considerou.
Pimentel lembra que o acordo de procedimentos entre governistas e oposição, no final de 2012, previa a votação do Orçamento no último dia 5. Ele lamentou a decisão da oposição em condicionar a votação ao exame dos vetos presidenciais que aguardam decisão no Congresso. Com isso, a sessão foi cancelada, com adiamento da deliberação sobre o Orçamento.
Pimentel lembra que o acordo de procedimentos entre governistas e oposição, no final de 2012, previa a votação do Orçamento no último dia 5. Ele lamentou a decisão da oposição em condicionar a votação ao exame dos vetos presidenciais que aguardam decisão no Congresso. Com isso, a sessão foi cancelada, com adiamento da deliberação sobre o Orçamento.
Sobre
notícias de que o adiamento foi também estimulado por insatisfações,
inclusive de governistas, com o ritmo da liberação de recursos de
emendas parlamentares, Pimentel disse que esse assunto não foi abordado
na reunião de líderes que antecedeu a suspensão da sessão do Congresso.
“Se pegarmos todo o debate de ontem [na reunião de líderes], toda a
discussão foi em produzir solução para a questão da votação dos vetos”,
assegurou.
Cronologia
O impasse em relação ao Orçamento começou com a disputa em torno dos royalties do petróleo. Os parlamentares representantes de estados não produtores aprovaram em sessão tumultuada, no Congresso, requerimento de urgência para análise do veto parcial da presidente Dilma Rousseff à Lei dos Royalties. A intenção era a de derrubar a decisão de presidente da República de resguardar os contratos para a exploração de petróleo já em vigor das novas regras, que vinculam os royalties aos critérios do Fundo de Participação dos Estados.
O impasse em relação ao Orçamento começou com a disputa em torno dos royalties do petróleo. Os parlamentares representantes de estados não produtores aprovaram em sessão tumultuada, no Congresso, requerimento de urgência para análise do veto parcial da presidente Dilma Rousseff à Lei dos Royalties. A intenção era a de derrubar a decisão de presidente da República de resguardar os contratos para a exploração de petróleo já em vigor das novas regras, que vinculam os royalties aos critérios do Fundo de Participação dos Estados.
Mas
uma liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
Luiz Fux considerou inconstitucional o requerimento de urgência que
mudava a ordem dos vetos a serem analisados. De acordo com a decisão, o
Congresso precisa, portanto, analisar os mais de três mil vetos
pendentes em ordem cronológica. Depois, ao interpretar a medida, o então
presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, entendeu que a decisão
afetava a ordem de todas as matérias no Congresso, inclusive o
Orçamento.
Pimentel
avalia, no entanto, que não há qualquer impedimento legal para que o
Orçamento seja votado. Observou que o próprio ministro Fux divulgou nota
oficial para esclarecer que sua decisão restringia-se apenas à votação
dos vetos. O senador afirmou ainda que os vetos pendentes de análise
foram atos adotados pelo Executivo nos últimos anos, nos governos
Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
Historicamente, disse, teria cabido aos líderes decidir sobre os vetos
que deveriam ser votados.
Decisão
Para Pimentel, foi inesperado ver uma decisão monocrática do Supremo determinando que os vetos passem a ser examinados dentro da cronologia da chegada ao Congresso. Ainda mais porque, como lembrou, o Poder Judiciário decide sobre os processos que lá chegam de acordo com critérios de urgência e relevância, e não pela cronologia. “Acompanho processos no Poder Judiciário há mais de 40 anos e nem por isso o Supremo para a fim de votar os mais antigos”.
Para Pimentel, foi inesperado ver uma decisão monocrática do Supremo determinando que os vetos passem a ser examinados dentro da cronologia da chegada ao Congresso. Ainda mais porque, como lembrou, o Poder Judiciário decide sobre os processos que lá chegam de acordo com critérios de urgência e relevância, e não pela cronologia. “Acompanho processos no Poder Judiciário há mais de 40 anos e nem por isso o Supremo para a fim de votar os mais antigos”.
Postada:Gomes Silveira
Fonte:O Estado
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