MOTOCEDRO EM QUIXADÁ

MOTOCEDRO EM QUIXADÁ
MOTOCEDRO EM QUIXADÁ -TELEFONE 88 3412 0066

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Politica - Comissão pretende analisar veto popular ainda no 1º semestre

Em meio à polêmica judicial, começou a funcionar na Câmara a Comissão Especial que analisa projeto de veto popular para proibir construções em área do Cocó. Após os trâmites, caberá ao TRE realizar o referendo popular
Vereadores de Fortaleza deram início, ontem, aos debates em torno do projeto de veto popular que prevê a proibições de construções na área do Cocó


A Comissão Especial que analisa, na Câmara Municipal, o projeto de veto popular para a proibição de construções na área do Cocó se reuniu ontem pela primeira vez. Para presidir a comissão, foi escolhido o ex-presidente da Casa, Acrísio Sena (PT). Segundo ele, o objetivo é resolver todos os trâmites pertinentes à Câmara ainda no primeiro semestre. Depois disso, um decreto legislativo deve ser encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE), que terá a responsabilidade de realizar o referendo do qual devem participar todos os eleitores fortalezenses.

O projeto, assinado por 750 cidadãos do bairro Cocó, foi encaminhado à Câmara pela ex-prefeita Luizianne Lins (PT), nos últimos dias de sua gestão. Acrísio e o relator do processo, Joaquim Rocha (PV), vão se reunir nos próximos dias com todos os assessores jurídicos da Câmara para analisar a matéria e na próxima quinta-feira, 21, a comissão se reúne novamente para dar seguimento aos procedimentos necessários. A princípio, o projeto une oposição e situação, e o líder do governo, Evaldo Lima (PCdoB), integra a comissão.

“A parte que cabe à Câmara iremos concluir neste semestre. No segundo momento vamos pedir uma audiência com o TRE para discutir a execução do plebiscito”, explicou Acrísio, que classificou o fato como “momento histórico”, já que é a primeira vez que um projeto de iniciativa popular começa a tramitar no Legislativo municipal e com reais chances de obter êxito. “É um momento oportuno. Se os governantes não conseguiram até o momento resolver essa pendência, creio que a voz popular irá resolver”, completou o petista.

De fato, a nova fase do projeto na Câmara se dá em um momento de grande polêmica em relação às dunas do Cocó. Conforme mostrado no O POVO de ontem, a Prefeitura pretende recorrer da decisão do desembargador Rômulo de Deus. Ele reconheceu um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que permite a construção de um empreendimento na área.

Curiosamente, a mesma gestão que acolheu e encaminhou o projeto de veto popular à Câmara também assinou o TAC que agora motiva o embate. O documento foi assinado pelo então procurador-geral do Município na gestão Luizianne, Martônio Mont’Alverne.

Críticas
O vereador João Alfredo (Psol), que também integra a Comissão Especial para a análise do veto, diz que é favorável ao projeto, mas lembra que isso nem precisaria ocorrer se o Governo do Estado já tivesse delimitado uma nova área de proteção. Isso porque o projeto de veto se baseia em um estudo feito pelo Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente (Conpam), em 2008. “O Conpam fez o estudo para uma nova poligonal, que nunca foi assinada pelo governador”, critica.

E agora

ENTENDA A NOTÍCIA

A Comissão Especial vai se acercar das questões jurídicas referentes à tramitação do projeto de veto popular. A expectativa é concluir os trâmites no primeiro semestre deste ano. Depois, será feita uma negociação

SERVIÇO

Próxima reunião da Comissão Especial
Quando: quinta-feira, 14, após a sessão ordinária
Onde: Câmara Municipal (rua Dr. Thompson Bulcão, 830
Informações: (85) 3444.8300

Saiba mais

Após encerrada a análise na Câmara, o prazo é de um ano para a realização do referendo popular, no qual os eleitores vão às urnas para votar a favor ou contra a proibição de construções no Cocó.

Porém, João Alfredo lembra que o projeto diz respeito apenas à área compreendida dentro do bairro Cocó. “Não contempla o lado do parque que fica no bairro Luciano Cavalcante”, exemplifica o vereador.

Ainda assim, ele classifica o projeto como “importantíssimo”, já que une a preocupação com o meio ambiente à participação popular. Além disso, abre o precedente para que outros bairros se organizem em projetos semelhantes.

Postada;Gomes Silveira
Fonte:O Povo

Nenhum comentário:

Postar um comentário