Florianópolis. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou ontem que está traçando, em parceria com o governo do Estado de Santa Catarina, um plano de segurança para combater a violência no Estado. A meta é amenizar a onda de ataques em Santa Catarina, que começou no dia 30 de janeiro. Ontem, o número de atentados chegou a 98 em 30 municípios do Estado.
O número de atentados chegou a 98 em 30 municípios do Estado. Há a suspeita de que as ordens para os ataques estejam partindo de líderes de facções criminosas que estão nos presídios do Estado FOTO: FUTURA PRESS
Segundo Cardozo, os detalhes do plano de segurança foram traçados durante reunião realizada nesta quarta-feira entre o ministro e o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo. Os detalhes do plano de segurança, contudo, ainda são mantidos em sigilo por Cardozo.
"Ontem (quarta) eu tive uma reunião com o governador Colombo de Santa Catarina. Nossas equipes técnicas estiveram reunidas, fizemos uma análise do quadro e estamos trabalhando num programa de segurança conjunto para o Estado. Programa que não vou poder revelar as medidas e eu peço a máxima compreensão porque em segurança pública eu só informo o que foi e presto contas, mas o que será eu não posso trazer detalhes porque atrapalha", disse o ministro.
De acordo com o ministro da Justiça, o governo federal já colocou à disposição do Governo do Estado toda a estrutura necessária para auxiliar a reduzir os índices de criminalidade de Santa Catarina.
"O governo federal colocou à disposição do governo de Santa Catarina tudo aquilo que nós dispomos para que possamos juntos enfrentar a violência do Estado. Tem um excelente entendimento entre os nossos técnicos, e num curto espaço de tempo vamos estar anunciando as medidas", disse o ministro. Cardozo não quis falar sobre o possível envio de tropas da Força Nacional de Segurança para atuar no Estado, mas afirmou que as tropas estão à disposição do governo do Estado.
"Nós a enviaremos (tropas), se for solicitada. Da minha parte, não vou informar absolutamente nada que esteja fora daquilo que eu combinei com o governo, ou seja, informarei no momento certo. Estão à disposição. Se solicitadas, enviaremos", disse.
O ministro também informou que, caso seja solicitada pelo Governo do Estado, uma possível transferência de presos também poderá ser realizada. Há a suspeita de que as ordens para os ataques estejam partindo de líderes de facções criminosas que estão nos presídios do Estado.
"A transferência de presos é solicitada pelo governo e deferida pelo poder judiciário, o governo federal colocou à disposição do governo de Santa Catarina tantas vagas fossem necessárias para os presos que o governo achar que devem ser enviados para cá. Se houver decisão judicial e a solicitação do Estado de Santa Catarina, haverá a remoção de presos", disse.
Embora tenha sido cauteloso ao responder as perguntas sobre as ações que devem englobar o plano de segurança, Cardozo se mostrou confiante na possível redução dos números da violência em Santa Catarina.
"Há um esforço do governo estadual e federal para enfrentar a situação. Tenho certeza que o plano será bem sucedido. Eu confio na Polícia de Santa Catarina e na nossa Polícia. Portanto, acho que o trabalho que desenvolvemos terá em pouco tempo uma solução", afirmou.
Postada:Gomes Silveira
Fonte:Diário do Nordeste
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