Novos discursos cobram unidade da bancada federal para reclamar providências urgentes do Governo Federal
O deputado Welington Landim (PSB) cobrou do Congresso Nacional um aumento no crédito para o pequeno e médio produtor que esteja sofrendo com a seca no Ceará, estendendo prazos e subsidiando os juros. O parlamentar fez um apelo para que medidas efetivas sejam tomadas no combate à estiagem no Interior do Estado.
Welington Landim criticou o Governo Federal que, na avaliação dele, não prioriza as obras da Transposição do Rio São Francisco e Transnordestina FOTO: JOSÉ LEOMAR
Ainda segundo ele, seria importante que fossem ampliados os projetos de tarifas sociais de energia, a exemplo da Hora Verde. De acordo com o pessebista, até a próxima segunda-feira, a Funceme deverá apresentar dados mostrando que 2013 será um ano de extrema irregularidade de chuvas, com possibilidade de ficar 45% a baixo da média.
"É importante refletir que 1400 municípios nordestinos decretaram emergência e mais de 10 milhões de pessoas estão sendo afetadas, sendo mais de 1 milhão de pessoas somente no Ceará", afirmou o deputado lembrando que somente o açude Gavião, na Região Metropolitana de Fortaleza, está com 92% de sua capacidade.
Em todo o Estado, são 73 açudes com menos de 30% de acúmulo de água e que a grande finalidade da Transposição de águas do Rio São Francisco seria a regularização desses equipamentos de armazenamento de água nos açudes cearenses.
Travada
O deputado atacou o Governo Federal ao afirmar que a política da presidência é "burra", por não priorizar a Transposição e nem a Transnordestina, que corre o risco, segundo ele, de ficar travada. Segundo ele, quando as obras da Transposição avançarem até o porto de Suape, em Pernambuco, onde fica a maior produção de grãos, a posição do Ceará perderá a sua utilidade.
"Esse é o grande projeto que o governador Cid Gomes e que todos nós imaginamos, se tivesse sido obedecido o cronograma. No período em que estiver em sua capacidade máxima, chegará a jogar mais de um milhão de metros cúbicos no mar, o que deixaria nossos açudes com a quantidade suficiente para não passarmos problemas de seca, ou de falta de abastecimento de água", afirmou.
No entanto, segundo ele, como o consórcio é feito por empreiteiras privadas, essas visam apenas o faturamento, não terá interesses maiores para que avance. "Essa é nossa grande preocupação nesse momento. Mas não se justifica as lideranças do Ceará e Nordeste não se unirem em um momento como esse em que vivemos esta dificuldade. Hoje nós já perdemos 15% do nosso rebanho, que é composto por 2,4 milhões de cabeças de gado", reclamou.
Contingência
O deputado João Jaime (PSDB) também se mostrou preocupado com a situação e lembrou que a fruticultura permanente requer um mínimo de até cinco anos para se manter e caso o pomar do Vale do Curu seja prejudicado, as perdas para o Estado serão expressiva. "Isso leva a nós deputados, que fazemos parte da Comissão da Seca, a exigir dos governos Estadual e Federal um plano de contingência, e isso não é para essa seca, mas para todas as outras", sugeriu. Landim, por sua vez, garantiu que um relatório final será apresentado pelo colegiado.
Já Heitor Férrer (PDT) garantiu que não houve por parte do Governo do Estado a preocupação devida, assim como ele teve com outros equipamentos, como o Centro de Eventos e a rede hospitalar, instalada no Estado. Ele afirmou ainda que o governador Cid Gomes não realizou qualquer política com relação ao armazenamento de água e criticou o fato de o Governo ter reclamado do valor do frete para trazer milho para o Estado.
Paulo Facó (PTdoB) também reclamou da situação e disse que faltaram ações por parte do Estado e da União. Segundo ele, o Ceará vai ficar mais pobre após a seca e terá que passar até 20 anos para se recuperar; " Parece que foi um negócio que nunca aconteceu", disse.
O deputado Welington Landim (PSB) cobrou do Congresso Nacional um aumento no crédito para o pequeno e médio produtor que esteja sofrendo com a seca no Ceará, estendendo prazos e subsidiando os juros. O parlamentar fez um apelo para que medidas efetivas sejam tomadas no combate à estiagem no Interior do Estado.
Welington Landim criticou o Governo Federal que, na avaliação dele, não prioriza as obras da Transposição do Rio São Francisco e Transnordestina FOTO: JOSÉ LEOMAR
Ainda segundo ele, seria importante que fossem ampliados os projetos de tarifas sociais de energia, a exemplo da Hora Verde. De acordo com o pessebista, até a próxima segunda-feira, a Funceme deverá apresentar dados mostrando que 2013 será um ano de extrema irregularidade de chuvas, com possibilidade de ficar 45% a baixo da média.
"É importante refletir que 1400 municípios nordestinos decretaram emergência e mais de 10 milhões de pessoas estão sendo afetadas, sendo mais de 1 milhão de pessoas somente no Ceará", afirmou o deputado lembrando que somente o açude Gavião, na Região Metropolitana de Fortaleza, está com 92% de sua capacidade.
Em todo o Estado, são 73 açudes com menos de 30% de acúmulo de água e que a grande finalidade da Transposição de águas do Rio São Francisco seria a regularização desses equipamentos de armazenamento de água nos açudes cearenses.
Travada
O deputado atacou o Governo Federal ao afirmar que a política da presidência é "burra", por não priorizar a Transposição e nem a Transnordestina, que corre o risco, segundo ele, de ficar travada. Segundo ele, quando as obras da Transposição avançarem até o porto de Suape, em Pernambuco, onde fica a maior produção de grãos, a posição do Ceará perderá a sua utilidade.
"Esse é o grande projeto que o governador Cid Gomes e que todos nós imaginamos, se tivesse sido obedecido o cronograma. No período em que estiver em sua capacidade máxima, chegará a jogar mais de um milhão de metros cúbicos no mar, o que deixaria nossos açudes com a quantidade suficiente para não passarmos problemas de seca, ou de falta de abastecimento de água", afirmou.
No entanto, segundo ele, como o consórcio é feito por empreiteiras privadas, essas visam apenas o faturamento, não terá interesses maiores para que avance. "Essa é nossa grande preocupação nesse momento. Mas não se justifica as lideranças do Ceará e Nordeste não se unirem em um momento como esse em que vivemos esta dificuldade. Hoje nós já perdemos 15% do nosso rebanho, que é composto por 2,4 milhões de cabeças de gado", reclamou.
Contingência
O deputado João Jaime (PSDB) também se mostrou preocupado com a situação e lembrou que a fruticultura permanente requer um mínimo de até cinco anos para se manter e caso o pomar do Vale do Curu seja prejudicado, as perdas para o Estado serão expressiva. "Isso leva a nós deputados, que fazemos parte da Comissão da Seca, a exigir dos governos Estadual e Federal um plano de contingência, e isso não é para essa seca, mas para todas as outras", sugeriu. Landim, por sua vez, garantiu que um relatório final será apresentado pelo colegiado.
Já Heitor Férrer (PDT) garantiu que não houve por parte do Governo do Estado a preocupação devida, assim como ele teve com outros equipamentos, como o Centro de Eventos e a rede hospitalar, instalada no Estado. Ele afirmou ainda que o governador Cid Gomes não realizou qualquer política com relação ao armazenamento de água e criticou o fato de o Governo ter reclamado do valor do frete para trazer milho para o Estado.
Paulo Facó (PTdoB) também reclamou da situação e disse que faltaram ações por parte do Estado e da União. Segundo ele, o Ceará vai ficar mais pobre após a seca e terá que passar até 20 anos para se recuperar; " Parece que foi um negócio que nunca aconteceu", disse.
Participe
do Central Quixadá/Politica e Ação/No Mundo do Futebol sugerindo reportagens fones (88) 9669.4755 Tim ou (88)
9202.6830 Claro e (88) 8818.8647 Oi (88) 81212265 Vivo (88)34121595 Fixo ou pelo email - centralquixada@gmail.com
Postada:Gomes Silveira
Fonte:Diário do Nordeste
Nenhum comentário:
Postar um comentário