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sexta-feira, 22 de março de 2013

Politica - E-mail vazado gera suspeita sobre decisão de conselheiro do CNJ


Troca de e-mails gerou constrangimento depois de uma liminar concedida pelo conselheiro cearense Jorge Hélio à filha do desembargador Tourinho Neto, colega de CNJ, que havia pedido celeridade no processo
Membro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ),
o cearense Jorge Hélio rechaçou ontem, qualquer possibilidade de ter participado de conluio, beneficiando a filha do seu colega de CNJ, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª região, Tourinho Neto.

O vazamento de um e-mail levantou polêmica em torno de liminar concedida por Jorge Hélio, que favorecia a filha de Tourinho, a também juíza Lilian Tourinho. Hélio admitiu que Tourinho o abordou no corredor do CNJ pedindo celeridade na análise do caso, mas defendeu que o pedido é normal e destacou que sequer é amigo de Tourinho, não tendo qualquer vínculo fraterno com ele.

Segundo matéria publicada ontem pelo jornal “Estado de S. Paulo”, Tourinho Neto encaminhou, por engano, para uma lista de juízes federais um e-mail que seria endereçado a sua filha. Na mensagem, Tourinho repassava informação de seu assessor dizendo que Jorge Hélio passou no gabinete, informou que já havia decidido a questão, mas a liminar, conforme a mensagem, ainda não tinha sido publicada. O vazamento do email colocou sob suspeita a decisão de Jorge Hélio.

A ação movida por Lilian Tourinho queria que o CNJ decidisse se era necessária a manutenção da regra de congelamento, no qual um juiz precisa aguardar até um ano em uma função para requerer transferência. Num primeiro momento, Jorge Hélio concedeu a liminar, mas depois voltou atrás da decisão. Em entrevista ao O POVO, ele afirmou que foi induzido ao erro, mas depois foi procurado pelo presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Nino Toldo, que pediu oficialmente que reconsiderasse sua decisão.

A ação da juíza usava informações da Ajufe, que foram rebatidas pela entidade. “Não houve da minha parte nenhum constrangimento em refluir da liminar. Isso é comum acontecer, dar a liminar e retirar. Quando soube que fui induzido ao erro, em 22 horas, refluí da liminar”, disse. 

Como

ENTENDA A NOTÍCIA

A polêmica se tornou maior, porque a matéria do jornal “Estado de S. Paulo”, fazia menção à crítica do presidente do STF, Joaquim Barbosa, sobre “o conluio” entre juízes e advogados.
 
SERVIÇO

Conselho Nacional de Justiça
Informações processuais: (61) 2326 5182 / 2326 5243 /2326 5246




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Postada:Gomes Silveira
Fonte:O Povo

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