Membro do Conselho
Nacional de Justiça (CNJ),
o cearense Jorge Hélio rechaçou ontem,
qualquer possibilidade de ter participado de conluio, beneficiando a
filha do seu colega de CNJ, o desembargador do Tribunal Regional Federal
da 1ª região, Tourinho Neto.
O vazamento de um e-mail
levantou polêmica em torno de liminar concedida por Jorge Hélio, que
favorecia a filha de Tourinho, a também juíza Lilian Tourinho. Hélio
admitiu que Tourinho o abordou no corredor do CNJ pedindo celeridade na
análise do caso, mas defendeu que o pedido é normal e destacou que
sequer é amigo de Tourinho, não tendo qualquer vínculo fraterno com ele.
Segundo
matéria publicada ontem pelo jornal “Estado de S. Paulo”, Tourinho Neto
encaminhou, por engano, para uma lista de juízes federais um e-mail que
seria endereçado a sua filha. Na mensagem, Tourinho repassava
informação de seu assessor dizendo que Jorge Hélio passou no gabinete,
informou que já havia decidido a questão, mas a liminar, conforme a
mensagem, ainda não tinha sido publicada. O vazamento do email colocou
sob suspeita a decisão de Jorge Hélio.
A ação movida por
Lilian Tourinho queria que o CNJ decidisse se era necessária a
manutenção da regra de congelamento, no qual um juiz precisa aguardar
até um ano em uma função para requerer transferência. Num primeiro
momento, Jorge Hélio concedeu a liminar, mas depois voltou atrás da
decisão. Em entrevista ao O POVO, ele afirmou que foi induzido ao erro,
mas depois foi procurado pelo presidente da Associação dos Juízes
Federais do Brasil (Ajufe), Nino Toldo, que pediu oficialmente que
reconsiderasse sua decisão.
A ação da juíza usava informações
da Ajufe, que foram rebatidas pela entidade. “Não houve da minha parte
nenhum constrangimento em refluir da liminar. Isso é comum acontecer,
dar a liminar e retirar. Quando soube que fui induzido ao erro, em 22
horas, refluí da liminar”, disse.
Como
ENTENDA A NOTÍCIA
A
polêmica se tornou maior, porque a matéria do jornal “Estado de S.
Paulo”, fazia menção à crítica do presidente do STF, Joaquim Barbosa,
sobre “o conluio” entre juízes e advogados.
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Postada:Gomes Silveira
Fonte:O Povo
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