Brasília. Em pouco menos de uma hora, a sessão da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara de ontem foi suspensa devido a protestos de movimentos sociais contra o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP). Marcada inicialmente para, em audiência pública, discutir atenção psicossocial a portadores de doenças mentais, a sessão foi inviabilizada por gritos de "Feliciano não me representa" e "fora racista".
Cerca de 50 manifestantes, com faixas e cartazes, ocuparam o plenário da comissão. "Hoje eu vou falar uma vez só: se atrapalharem, a Polícia Legislativa vai ter que agir", ameaçou o pastor, antes de deixar o colegiado.
Feliciano abriu a reunião, convocou os convidados para a audiência e deixou o plenário sob vaias. Quem assumiu o comando da comissão foi o deputado Henrique Afonso (PV-AC), autor do requerimento para a convocação da audiência pública. Um dos convidados, Aldo Zaiden, do Ministério da Saúde, deixou a audiência.
Despertando insatisfação
A reportagem apurou que o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), tem manifestado a colegas insatisfação com a permanência de Feliciano no comando da comissão. Alves tem dito, contudo, que não há margem regimental, como uma intervenção direta, para tirá-lo da presidência.
Alves tem recomendado que o PSC atue com discrição. Na avaliação de interlocutores, o peemedebista aguarda para que a presidência possa agir de modo mais enfático.
Mais cedo, o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) afirmou que vai entrar ainda hoje com uma representação criminal contra Marco Feliciano. Eles querem que a Polícia Federal apure o eventual elo de Feliciano com a produção de um vídeo, divulgado pelo seu perfil no Twitter e publicado no canal do Youtube da empresa de seu assessor. O vídeo chama de "rituais macabros" os atos contra a indicação do pastor para o cargo e questiona a conduta de seus opositores.
Beijaço na Av. Paulista
Os protestos contra a escolha do deputado pastor continuam e o próximo deve ser sábado na esquina da Avenida Paulista com a Rua Consolação, em São Paulo. O protesto está sendo articulado pelo Facebook.
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Postada:Gomes Silveira
Fonte:Diário do Nordeste

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