"O que aconteceu terça-feira foi a primeira etapa, que se Deus quiser será seguida pela vingança por aqueles que vocês executaram", afirma o comunicado do Estado Islâmico do Iraque (ISI), que reúne os insurgentes sunitas ligados à Al Qaeda.
Quase 20 explosões e vários ataques à mão armada foram registrados, fundamentalmente contra muçulmanos xiitas FOTO: REUTERS
Pelo menos 52 pessoas morreram e mais de 220 ficaram feridas na terça-feira em vários ataques executados na véspera do 10º aniversário da invasão do Iraque, liderada pelos Estados Unidos com o objetivo declarado de construir uma democracia na região, mas que desencadeou uma onda brutal de violência.
Quase 20 explosões e vários ataques a mão armada foram registrados, fundamentalmente contra muçulmanos xiitas. Muitos atentados foram executados nas regiões norte e leste da capital Bagdá. A onda de ataques provocou o maior número de mortes no Iraque em seis meses.
Não superou
Em dez anos de conflito, o país ainda não conseguiu superar e escalada de violência e as autoridades não convenceram a população de que a democracia é um regime melhor que a ditadura comandada durante décadas por Saddam Hussein. A avaliação é do professor de relações internacionais da Universidade Católica de Brasília (UCB), Creomar de Souza, que considera o rearranjo de forças entre sunitas e xiitas ainda instável, o que mantém o país sob tensão.
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Postada:Gomes Silveira
Fonte:Diário do Nordeste
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