Emissoras de rádio,
sites, blogs e as fervilhantes redes sociais todos os dias trazem à tona
novas facetas do que parece ser uma das maiores crises administrativas
das últimas décadas. Uma carta escrita e divulgada nesta semana pelo Bispo Emérito de Quixadá, Dom Adélio Tomasin,
e dirigida ao Prefeito João Hudson e a outras autoridades do município,
parece resumir bem o sentimento da maior parte daqueles que acreditaram
nas promessas de campanha da atual gestão. O Bispo foi taxativo ao
dizer que se sente "enganado" e "ludibriado".
E o que tem os vereadores a ver com tudo isto? Tudo, eles tem tudo a ver.
Os nossos vereadores
foram eleitos com um objetivo definido: eles não estão ali apenas para
fazer política partidária ou para servirem como uma espécie de
departamento de consultas da Prefeitura. A Câmara Municipal é um poder
independente, com atribuições conferidas pela Constituição da República,
e cuja atuação dentro dos limites da Lei deve servir, prioritariamente,
para resguardar os interesses da coletividade. E ela faz isto de pelo
menos três formas:
(1) A Câmara Municipal legisla: Os
vereadores e vereadoras aprovam as leis que regulamentam a vida da
cidade. Para isso, elaboram projetos de lei e outras proposituras que
são votados na Câmara durante as sessões ordinárias ou extraordinárias.
Aprovam ou rejeitam projetos de lei; elaboram decretos legislativos,
resoluções, indicações, pareceres, requerimentos, participam de
comissões permanentes, etc.
(2) A Câmara Municipal sugere: Nas
questões em que os vereadores não possam apresentar um projeto de lei,
por exemplo, eles têm a competência de alertar o Executivo sobre
determinada necessidade da população, estimulando as providências
cabíveis.
(3) A Câmara Municipal fiscaliza:
As decisões tomadas em plenário pelos vereadores são soberanas, e o
executivo tem por obrigação respeitar essa soberania. A Câmara tem tanto
poder que ela pode, por exemplo, derrubar vetos do Prefeito a projetos
de lei e pode, se as circunstâncias exigirem, até mesmo cassar o mandato
do Prefeito, retirando-lhe a legitimidade para representar o povo.
Vê-se,
portanto, que toda a fundamentação democrática sobre a qual o executivo
deve atuar encontra morada no plenário da Câmara Municipal. Os
vereadores possuem legitimidade para fiscalizar de perto as ações do
Prefeito e os gastos da Prefeitura. Nenhuma informação necessária ao
exercício da atividade parlamentar pode ser negada ao vereador. Em seus
papeis como agentes públicos fiscalizadores, eles tem carta branca para
perguntar o que quiserem ao Prefeito ou a seus auxiliares, os
secretários. Quando a Câmara pergunta, é o povo quem pergunta. Quando a
Câmara convida, é o povo quem convida. Quando a Câmara determina,
convoca, exige, nega ou aceita, é o povo quem o faz. Pois são eles
mesmos, os vereadores, a expressão da vontade popular, diante da qual o
executivo não pode fazer "ouvidos de mercador", sob pena de o Prefeito
ou seus agentes serem acusados da prática de improbidade
administrativa.
Em
Quixadá, a Câmara Municipal tem certamente se esforçado a cumprir com o
seu papel. Meritório como isto talvez seja, não significa que ela tem
conseguido alcançar o objetivo. Porque se pode dizer isto? Porque nunca
na história recente de Quixadá se viu um executivo tão enrolado; do
mesmo modo, nunca se viu na história recente de Quixadá uma Câmara tão
gentil com o executivo. Depois de dez meses de gestão, marcados por
escândalos que até mesmo ganharam repercussão nacional, nossos
vereadores tem se resumido a fazer convites aos gestores ou a
simplesmente balbuciarem palavras indignadas na tribuna da casa. Não há
um único cidadão de bem que não compartilhe da indignação dos
vereadores, mas também nunca se ouviu falar que algum dia, em qualquer
lugar do mundo, apenas indignação tenha resolvido alguma coisa.
Qual
é, afinal de contas, a real situação financeira da Prefeitura de
Quixadá? A Prefeitura está quebrada? Como é que os milhões que o
executivo afirma ter sido gasto na pasta da saúde foram usados? Qual é a
real situação do IPMQ? Porque se permite ao executivo a contratação de
tantos prestadores de serviço quando, evidentemente, a folha de
pagamentos está estourada? Porque uma escola com três salas conta com os
serviços de quatro vigias? Porque os salários dos médicos atrasam?
Porque os salários dos 10% dos servidores da educação atrasam? Porque os
servidores do PSF estão com salários atrasados? Porque o pessoal da
Secretaria de Desenvolvimento Social, na metade de outubro, ainda não
recebeu o salário de setembro? Porque não houve dinheiro para o
Pula-Fogueira e porque não haverá para a grande festa prometida para o
dia 27 de outubro? E se haverá, de onde vai sair? Porque os postos de
saúde estão fechando? Como é possível que a filha da secretária de saúde
trabalhe como atendente na secretaria e, ao mesmo tempo, curse
odontologia?
Você
acha que algum vereador de Quixadá tem respostas conclusivas para as
perguntas acima? A função deles é fiscalizar. Portanto, não acha que
deveriam fazer um esforço maior para, de fato, ajudarem a resolver tais
questões, além de apenas discursarem e pedirem que o executivo e seus
agentes sejam bonzinhos e se expliquem?
Convoco
a população de Quixadá a olhar para os seus vereadores e, a partir de
agora, começar a cobrar deles, não o que estão dizendo, mas o que estão,
efetivamente, FAZENDO para garantirem que a gestão do Prefeito João
encontre um rumo e dê certo. Vereador não é "suporte de pé de
geladeira", mas agente público investido de enorme poder, investido de
representatividade popular, capaz de agir, dentro da lei, com o fito de
resguardar os interesses do povo.
Querem
um exemplo de um ex-vereador que, não obstante o linguajar
costumeiramente ríspido, poderia muito bem inspirar os atuais? Wellington Xavier Ci,
atual vice-prefeito. Em sua época de vereador, se o "vento Aracati"
mudasse de rota neste município, no outro dia estaria formalizada uma
denúncia contra Ilário Marques no Ministério Público. E sabe o
que eu digo sobre isso? Aplausos para ele! Porque se o Ci não deixava
passar coisas que nem valiam a pena denunciar, as grandes é que ele não
deixava passar mesmo. Parabéns a Wellington Ci por sua atuação como
vereador! Que todos se pautem pela proporção e razoabilidade, claro, mas
cobrar, fiscalizar e agir quando preciso ainda é a
própria essência de um parlamentar. Se houvesse um ou dois hoje em dia
como ele, é muito, mas muito provável, que a Câmara Municipal de
Quixadá, diante de tantos descalabros do executivo, já tivesse ido além
dos discursos inflamados e dos convites desprezados.
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Da Redação
Edição:Ingrid Lima
Fonte:Jaime Arantes
Agora vá ele formalizar denúncias contra o prefeito que o chefão bota ele pra fora.
ResponderExcluirTanto o prefeito como o vice são pau mandado do chefão aí por trás de tudo.
Esse ci e um puxa saco claro se eu tivesse um bom salario e um. Emprego eu ia puxar o saco do prefeito kkkkkkkk eu sou sei q esses landroes que entao no poder estao acabando com a prefeitura do nosso quixada mais antes o outro prefeito roubava mais ainda fazia algunha mais esse de agora sou ta gastando o dinheiro com carros luxuosos e com amante ciliconada e joao vc nao perde tempo mesmo coitada da primeira dama eu sou digo uma coisa outra eleicao ele nao ganha mais joao pelo amor de deus vai trabalhar olha pela nossa cidade e deixa de ta indo pra hoteis fazenda com a silverlinda ela mim contou tudo vui dandinho nao perde tempo ne? Kkkkkk
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