Campanha do Verdão no Brasileiro já pode ser considerada histórica Folha Press
Matematicamente, o time conseguiu afastar a possibilidade de cair para a Série C. Os 47 pontos conquistados, na última terça-feira, 15, na vitória por 1 a 0 contra o Palmeiras, no Romeirão, trouxeram alívio para a diretoria. O objetivo eram os 46 pontos. Foi alcançado. Mas, tranquilidade mesmo o clube tem vivido na área financeira. Não que o Icasa esteja "nadando em dinheiro". Longe disso. Mas quando se compara à situação do time há um ano, quando conseguiu o acesso para a Série B, o Verdão vive nova realidade.
Da ameaça de os jogadores sequer entrarem em campo, em virtude de atraso dos pagamentos de salários, ao status de melhor time cearense em atividade, atualmente, no Brasil. Esta foi a reviravolta dada pelo Icasa em menos de 365 dias.
Pulo do gato
O salto começou a ser dado administrativamente. "Quando comecei a trabalhar aqui, o Icasa tinha quatro jogadores. Estava iniciando um trabalho. Não é meu papel falar da gestão passada. Mas, hoje, todos os compromissos estão rigorosamente em dia. Não é uma tarefa fácil. É uma luta diária", conta o diretor de futebol do clube, Fred Gomes.
De acordo com o dirigente, no início de 2013, o Icasa dependia quase que 100% dos rendimentos oriundos do principal patrocinador do clube, a New Magic Jeans, do empresário Artur Boim. "Ainda há uma dependência de aproximadamente 60% dos investimentos da maior patrocinadora. Mas a tendência é diminuir essa proporção", explica o representante da diretoria.
Ele ressalta que o Verdão do Cariri recebe uma cota de R$ 337 mil líquidos da Confederação Brasileira de Futebol para disputar a Série B. Além disso, há um embolso de recursos advindos da Prefeitura Municipal de Juazeiro do Norte. "Recebemos R$ 10 mil fixos, R$ 15 mil por vitória e R$ 7 mil por empate. Em média, fica entre R$ 40 mil a R$ 50 mil todo mês", conta.
Fred Gomes destaca a contratação de uma empresa para confeccionar ingressos eletrônicos na bilheteria do Romeirão. O intuito é ampliar a renda e trazer mais conforto para o torcedor. "Fizemos isso desde o jogo contra o Atlético/GO. A torcida pode comprar antecipadamente e há um melhor controle", diz.
Folha salarial
Ainda segundo informações do próprio Fred Gomes, o Icasa tem a menor folha salarial da Série B, R$ 240 mil. "Ao todo, contando funcionários e custos do clube, os gastos são de R$ 380 mil. Mas podem chegar até R$ 500 mil por mês por conta das despesas extras", adianta.
Na opinião dele, o segredo do sucesso tem sido o trabalho de todo o grupo em prol de um pensamento único, desde o porteiro ao presidente do clube. "Todos estão de parabéns. Nas contratações, por exemplo, a fórmula tem sido obedecer três critérios básicos. Primeiro, a questão financeira. Se o clube pode pagar. Segundo, a parte técnica. Por último, a questão disciplinar. O jogador precisa se adequar às normas da gente", revela.
Sobre o próximo passo, o dirigente contém a empolgação. "Se conseguirmos a classificação (acesso à Série A), será um sonho e uma consequência do trabalho. Estamos focados também na Taça Fares Lopes, que poderá nos dar a chance de jogar a Copa do Brasil, e no planejamento para 2014", finaliza Gomes.
SAIBA MAIS
Sucesso de público
A renda do jogo contra o Palmeiras foi de R$ 338.425,00, para um público pagante de 9.590 pagantes
Cearense
O Icasa ainda está se recuperando do déficit financeiro do Campeonato Cearense deste ano. Só de viagens pelo Interior do Estado para cumprir a tabela o clube desembolsa entre R$ 15 mil e R$ 20 mil com despesas de transporte, alimentação e hospedagem
Bicho
Conforme a diretoria, não houve gratificação financeira para o time pela permanência na Série B
Assisinho
O jogador do Fortaleza é vinculado ao investidor maior do Icasa, Artur Boim, e pode ser transferido do Leão para o Ceará no ano que vem
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Da Redação
Edição:Ingrid Lima
Fonte:DN
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