Para o vereador Acrísio Sena (PT), a Câmara só conseguirá garantir autonomia quando parar de acelerar a tramitação de matérias do Executivo FOTO: JL ROSA
Para Acrísio Sena (PT), a Câmara precisa garantir mais autonomia neste ano. O parlamentar acredita que esse objetivo só será alcançado quando a Casa parar de deixar de realizar audiências públicas e outras discussões aprofundadas, com a intenção de acelerar a tramitação das propostas do prefeito.
"A grande dificuldade no ano passado foi que a chegada excessiva de projetos do Executivo no fim do ano atropelou o debate. Para limpar essa pauta, a Casa aprovou muitas mensagens sem abrir o espaço suficiente para a discussão. Para que o Legislativo não se comporte apenas como um carimbador dos projetos que vêm do Executivo, ele precisa obedecer a própria dinâmica", avaliou o petista.
João Alfredo (PSOL) também disse sentir falta de mais tempo para assegurar o debate das matérias do Executivo e ressaltou que esse problema se repete desde a época da ex-prefeita Luizianne Lins (PT). "Em ambas gestões, enfrentamos rolos compressores. A diferença é que, na gestão passada, o rolo atuava na velocidade de um rolo. Já nessa, atua como se fosse um carro da Fórmula 1", comparou.
O vereador acredita que, no início de 2013, a base aliada se preocupava mais com audiências, mas o interesse diminuiu ao longo do ano. "No caso do IPTU e do Código Tributário, creio que foi dado mais espaço para o debate como uma forma de legitimar medidas antipáticas. Já na área da Educação, a base se articulou para impedir o debate ao votar contra requerimento que solicitavam a presença do secretário Ivo Gomes", ressaltou.
Citando os secretários municipais que foram à Casa durante o ano, o líder do prefeito na Câmara, Evaldo Lima (PCdoB), disse que as críticas da oposição não são justas. "Não acredito que faltou o debate, até porque vários secretários foram à Câmara para discutir as matérias mais polêmicas", lembrou.
Inexperiência
O vereador Capitão Wagner (PR) atribuiu a falta de tempo para o debate à inexperiência de muitos parlamentares que, como ele, estavam no primeiro ano de mandato. Para ele, a oposição conseguirá exercer, em 2014, um papel mais incisivo na cobrança da atual gestão.
Para Acrísio, apesar de ser composta por apenas sete vereadores e não ter conseguido modificar a maioria das matérias mais importantes do Poder Executivo, a oposição na Câmara fez barulho e soube unificar os questionamentos à gestão do prefeito Roberto Cláudio em 2013.
O petista defendeu que a oposição, mesmo sendo minoria na Câmara, conseguiu receber apoio da maioria da população, o que fortaleceu a atuação na Casa. João Alfredo também considerou que, apesar dos vereadores do PT terem se preocupado demais em defender a gestão de Luizianne Lins, a bancada da oposição conseguiu adotar uma postura uníssona.
Postada:Gomes Silveira
Edição:Ingrid LimaFonte:DN
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