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sábado, 11 de janeiro de 2014

Projetos do executivo - Oposição cobra mais debate na CM


A oposição na Câmara Municipal afirmou que quer, em 2014, mais tempo para debater as mensagens enviadas pelo Executivo, pois reclama que as propostas assinadas pelo prefeito Roberto Cláudio são aprovadas em plenário sem a discussão necessária. A base aliada, no entanto, defende que as críticas não são justas.

Para o vereador Acrísio Sena (PT), a Câmara só conseguirá garantir autonomia quando parar de acelerar a tramitação de matérias do Executivo FOTO: JL ROSA

Para Acrísio Sena (PT), a Câmara precisa garantir mais autonomia neste ano. O parlamentar acredita que esse objetivo só será alcançado quando a Casa parar de deixar de realizar audiências públicas e outras discussões aprofundadas, com a intenção de acelerar a tramitação das propostas do prefeito.

"A grande dificuldade no ano passado foi que a chegada excessiva de projetos do Executivo no fim do ano atropelou o debate. Para limpar essa pauta, a Casa aprovou muitas mensagens sem abrir o espaço suficiente para a discussão. Para que o Legislativo não se comporte apenas como um carimbador dos projetos que vêm do Executivo, ele precisa obedecer a própria dinâmica", avaliou o petista.

João Alfredo (PSOL) também disse sentir falta de mais tempo para assegurar o debate das matérias do Executivo e ressaltou que esse problema se repete desde a época da ex-prefeita Luizianne Lins (PT). "Em ambas gestões, enfrentamos rolos compressores. A diferença é que, na gestão passada, o rolo atuava na velocidade de um rolo. Já nessa, atua como se fosse um carro da Fórmula 1", comparou.

O vereador acredita que, no início de 2013, a base aliada se preocupava mais com audiências, mas o interesse diminuiu ao longo do ano. "No caso do IPTU e do Código Tributário, creio que foi dado mais espaço para o debate como uma forma de legitimar medidas antipáticas. Já na área da Educação, a base se articulou para impedir o debate ao votar contra requerimento que solicitavam a presença do secretário Ivo Gomes", ressaltou.

Citando os secretários municipais que foram à Casa durante o ano, o líder do prefeito na Câmara, Evaldo Lima (PCdoB), disse que as críticas da oposição não são justas. "Não acredito que faltou o debate, até porque vários secretários foram à Câmara para discutir as matérias mais polêmicas", lembrou.

Inexperiência

O vereador Capitão Wagner (PR) atribuiu a falta de tempo para o debate à inexperiência de muitos parlamentares que, como ele, estavam no primeiro ano de mandato. Para ele, a oposição conseguirá exercer, em 2014, um papel mais incisivo na cobrança da atual gestão.

Para Acrísio, apesar de ser composta por apenas sete vereadores e não ter conseguido modificar a maioria das matérias mais importantes do Poder Executivo, a oposição na Câmara fez barulho e soube unificar os questionamentos à gestão do prefeito Roberto Cláudio em 2013.

O petista defendeu que a oposição, mesmo sendo minoria na Câmara, conseguiu receber apoio da maioria da população, o que fortaleceu a atuação na Casa. João Alfredo também considerou que, apesar dos vereadores do PT terem se preocupado demais em defender a gestão de Luizianne Lins, a bancada da oposição conseguiu adotar uma postura uníssona.


Postada:Gomes Silveira
Edição:Ingrid Lima
Fonte:DN

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