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domingo, 14 de dezembro de 2014

PALESTRA EM FORTALEZA - Padilha acredita que corrupção o prejudicou

O ex-ministro da Saúde e candidato derrotado na disputa do Governo do Estado de São Paulo, Alexandre Padilha, reconheceu que as denúncias dos recentes casos de corrupção, envolvendo nomes do PT, foram um dos fatores que atrapalharam o seu desempenho durante a campanha eleitoral.
O petista esteve ontem em Fortaleza para participar de um encontro organizado pelo coletivo Casa Vermelha, uma das frentes internas da agremiação no Ceará, para debater as eleições deste ano e os desafios da legenda para os próximos quatro anos.
Alexandre Padilha explicou que, durante a campanha em São Paulo, seus adversários na disputa concentraram muitos esforços na tentativa de ligar a imagem de todo o partido aos casos de corrupção. "Em São Paulo, isso tem a ver com a violência com o que se tentou associar o PT a todo tipo de escândalo de corrupção. Tentaram transformar o PT numa Geni dos malfeitos. Além de fazer uma oposição permanente de quatro anos, nós temos que enfrentar esse debate da corrupção e eu estou animado para isso", pontuou.
Para desvincular a imagem de qualquer membro do partido a casos de corrupção, Alexandre Padilha ressaltou ser necessário que a agremiação adote medidas efetivas no combate ao problema e revelou concordar com a resolução apresentada durante o encontro nacional do PT realizado em Fortaleza, há duas semanas, em que estabeleceu a expulsão de qualquer filiado comprovadamente envolvido em atos corruptos.
O PT tem que ser ofensivo no debate ao combate à corrupção na política. O PT vai ter um Congresso agora no próximo ano em que vai ser a grande oportunidade para a gente mostrar essa necessidade. Nós somos o partido que mais combateu a corrupção no País e temos que dar a lição dentro de casa que queremos combater a corrupção, punindo qualquer pessoa que tenha vindo para a política para a ascensão pessoal", frisou.
Operação Lava-Jato
O ex-ministro da Saúde ainda destacou que as descobertas reveladas durante a operação Lava- Jato também devem ser aproveitadas pela sociedade brasileira para exercer uma pressão popular por uma reforma política que determine o fim do financiamento privado de campanha.
"Eu acredito que a operação Lava Jato vai nos dar a oportunidade de mudar algo que é nefasto na política brasileira, que é a forma de financiamento das campanhas eleitorais. É aí que está a raiz da corrupção no Brasil. A sociedade brasileira tem que olhar essa operação como uma grande oportunidade para a gente também fazer uma reforma política nesse País", explicou Alexandre Padilha.
Além da corrupção, outro obstáculo no desempenho do PT em São Paulo foi a inexistência da construção de uma oposição permanente à administração do Estado pelo PSDB.
" Agora, a questão mais importante é que o PT precisa organizar uma oposição permanente durante quatro anos ao Governo de São Paulo se quiser disputar a hegemonia política do Estado. É nisso que eu quero estar dedicado", acrescentou.
Alexandre Padilha ainda esclareceu que, na disputa pelo Governo paulistano, o voto é muito ligado à eleição presidencial. É lá, também, onde existe a maior disputa entre os petistas e os tucanos."Infelizmente a eleição no Estado de São Paulo é escondida. Não se debate São Paulo. Só se discute a eleição nacional. Então, o voto para governado está diretamente ligado ao voto presidencial e nós tivemos uma votação baixa da presidente Dilma em São Paulo", apontou o ex-ministro da Saúde.


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POSTADA;GOMES SILVEIRA
FONTE;DN

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