Depois de promover ajustes em programas da administração petista, o Planalto prepara neste semestre o anúncio de uma série de iniciativas na área social para lançar e consolidar marcas próprias do governo Michel Temer.
“A cara da agenda social vai ser a garantia dos direitos, uma cara jovem”, disse o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra.
Além de buscar uma identidade própria para o governo na área social, a ofensiva de Temer servirá de contraponto ao noticiário político, marcado pelos desdobramentos da delação de executivos e ex-diretores da Odebrecht na Lava Jato e pelas investigações no âmbito do processo no TSE que pode levar à cassação da sua chapa e de Dilma .
Uma das principais apostas do governo no primeiro semestre é o lançamento de um plano de inclusão produtiva para beneficiados pelo Bolsa Família, com investimento previsto de R$ 100 milhões em 2017. O programa deveria ter sido lançado no ano passado, mas foi adiado devido às articulações do governo com diferentes atores na finalização das propostas.
O programa deverá distribuir prêmios de R$ 100 mil a R$ 1 milhão às prefeituras cujos municípios apresentem a maior proporção de beneficiários que sejam emancipados do programa. A ideia é mobilizar os prefeitos, que ganharão diplomas das mãos do próprio presidente. O plano prevê ainda que os cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) combinem as aulas com as demandas locais. Dentro da iniciativa, deverá ser criado um fundo de aval para o microcrédito, possibilitando que pessoas em condição de pobreza consigam crédito para montar o próprio negócio a juros baixos.
O programa Criança Feliz, que tem a primeira-dama Marcela Temer como embaixadora, será turbinado. O orçamento previsto para o projeto em 2017 é de R$ 350 milhões, ante R$ 21 milhões de 2016. O governo prevê que até o fim do ano 2 mil municípios tenham aderido ao programa voltado para a primeira infância. Nas próximas semanas, o Planalto também deverá lançar um programa de alfabetização e outro para a formação de professores. A União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação e a Confederação Nacional de Municípios serão consultadas para a finalização das propostas. (Agência Estado)
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POSTADA POR GOMES SILVEIRA
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