Larissa Gaspar (PPL), 33, apesar do que a idade e o primeiro mandato político podem sugerir, não tem pouco tempo de atividade política. A vereadora começou a militar já aos 19 anos, em 2002, ao iniciar estudos no curso de Direito, e não parou de atuar em segmentos de esquerda. De lá para cá, tornou-se referência no movimento
feminista de Fortaleza, fazendo parte, por duas vezes, da coordenadoria de políticas para mulheres – a primeira na gestão de Luizianne Lins (PT), em 2005, e mais três anos como coordenadora do setor, parte da Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos (SCDH) na gestão Roberto Cláudio (PDT).
O que a juventude e o mandato inédito também escondem é o histórico de partidos pelos quais a advogada já passou. Larissa fez parte do PT, Psol, PSB, Pros e, agora, integra o PPL, contando, ao todo, cinco partidos em menos de 14 anos de atuação política. A migração constante em pouco tempo é “natural” para Larissa, uma das sete vereadoras da nova composição da Câmara Municipal, e pode não ter tido seu ponto final.
Confira a entrevista da série do O POVO que apresenta ao eleitor os novos representantes do Poder Legislativo da Capital.
O POVO - Que pautas a senhora propõe para a Câmara??
Larissa Gaspar - Temos expectativa de fazer um mandato participativo, dialogando com os movimentos sociais, sempre antenado com os anseios dos movimentos, da sociedade, com as políticas de direitos humanos – que é o que temos trabalhado ao longo desses anos, não só das mulheres, mas crianças e adolescentes, da juventude, da população negra, pessoas com deficiências, idosas.
Tem a questão da moradia digna, porque há ainda um déficit muito grande pela demanda habitacional em nosso município, preocupação com a preservação do meio ambiente, defesa dos animais, fortalecimento das políticas culturais – que avaliamos de extrema importância pra dar vida à Cidade, pra facilitar a ocupação dos espaços públicos de forma criativa, proporcionar interação das pessoas dentro da cidade.
OP - A senhora veio do PT e passou pelo Psol, PSB, Pros, até chegar o PPL. Por que tantos partidos em tão pouco tempo?
Larissa - Fui me encontrando aos poucos. Quando se inicia uma militância partidária, aprende-se muita coisa, forma-se opinião e depois vai se identificando pontos divergentes. Chega um momento que as divergências ficam muito acirradas e você não sente mais à vontade naquele espaço. Nos identificamos com o PPL, que tem também trajetória na esquerda.
OP - Mas a senhora tem histórico de início de militância de esquerda. Por que essa transição para partidos ligados aos Ferreira Gomes – geralmente alvo de críticas desses movimentos – e pra algo mais ao centro?
Larissa - Mas o PPL não é um partido dos Ferreira Gomes. É da base do Camilo, do Roberto Cláudio, mas tem sua trajetória independente. Acho que existe resistência de esquerda no conteúdo programático do PPL, na afirmação de minorias. Isso tem no PT, mas a questão dos segmentos era muito forte no PSB. Não identifico o PPL muito ao centro, mas é algo que vamos sentindo ao longo do tempo. Como te falei, tudo é muito belo, muito novo, muita vontade de construir tudo. Mas ao longo do tempo vamos identificando os caminhos que o partido vai seguindo, como o PSB – que depois teve guinada mais à direita.
SERVIÇO
Saiba como entrar em contato com Larissa Gaspar (PPL):
Internet: http://bit.ly/larissagaspar
Gabinete: nº 20 (Rua Dr. Thompson Bulcão, 830)
Leia amanhã
Entrevista com Plácido Filho (PSDB), líder da bancada de oposição na Câmara Municipal
COM INFORMAÇÕES DO O POVO
FONE: 34121595 FIXO - (88) 9-92.026.830 CLARO (88) -98602540 9 TIM
JORNAL CENTRAL QUIXADÁ . NO QUE É WATSAPP 88 - 9 - 96331144
POSTADA POR GOMES SILVEIRA

Nenhum comentário:
Postar um comentário