Quixadá não teve, nos últimos anos, as chamadas 'escolas nota 10', ou seja, aquelas entre as mais bem avaliadas do estado. Objeto de campanha muito batido pelo atual prefeito Ricardo Silveira (PSD), sua gestão na área da educação não mostrou avanços em relação a gestões passadas, e, pelo abandono, deixou que escolas da cidade ficassem em situação de sucateamento.
Depois de não concluir reformas e obras -como a da Torre do Saber, na escola modelo do São João, ou da quadra e laboratórios do 'municipal', como visto no vídeo que abre essa matéria, a gestão não reformou ou ampliou as escolas existentes na cidade, nem continuou o processo de climatização das salas de aula.
Além disso, pelas notas e insatisfatórias em avaliações externas, Quixadá não apresentou os resultados propostos no SIMEC, e por essa razão não teve as gratificações do chamado 'VAAR' (Valor Aluno Anual), que são valores acrescidos diretamente no repasse nos recursos do Fundeb.
O ex-vereador e ex-prefeito da cidade, Cristiano Góes, apontou, em postagens em suas redes sociais que, só em 2023, diversos municípios cearenses receberam acima de R$ 1 milhão nesse repasse extra, de uso livre, para investimento na educação. Fortaleza recebeu, segundo dados do Ministério da Educação, cerca de 36,5 milhões; Sobral, 2,6 milhões; Canindé teve um acréscimo de quase 2 milhões; Quixeramobim, cidade vizinha a Quixadá, recebeu mais de R$ 1,849 milhões; até mesmo cidades menores, como Limoeiro do Norte, receberam repasses por seus resultados na educação. Quando estava na oposição, o prefeito perguntava nas rádios de sua família o motivo de Quixadá não ter escolas nota 10, agora os cidadãos se perguntam se ele, como gestor, sabe a resposta dos indicadores da educação na cidade ainda estarem tão baixos.
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