A Polícia Federal, com a colaboração direta da Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou, nesta terça-feira (12/5), a operação Papel em Branco, com o objetivo de aprofundar investigação que apura suposto esquema criminoso envolvendo dispensas irregulares de licitação, com indícios de fraude e de desvio de recursos públicos federais na contratação de serviços de papelaria por secretarias municipais.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal nas cidades de Fortaleza e Pindoretama, na Região Metropolitana da capital cearense. A operação mobilizou equipes da PF para recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam ajudar a esclarecer a atuação do grupo investigado.
Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam para um possível esquema de direcionamento de contratos públicos financiados com recursos federais. A suspeita é de que empresas contratadas para fornecer materiais de papelaria não possuíam capacidade operacional compatível com os valores movimentados.
A Polícia Federal não divulgou os nomes dos investigados nem os valores que teriam sido desviados.
A Operação Papel em Branco tem como foco principal rastrear o destino do dinheiro público repassado aos municípios e verificar se houve superfaturamento, contratos simulados ou favorecimento ilícito em processos de contratação sem licitação.
Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de corrupção, de fraude em licitações e de lavagem de dinheiro.

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