Sampaio Barbosa, do grupo Odebrecht, o advogado de Palocci, José Roberto Batochio, discutiu com o juiz Sergio Moro – que sugeriu a ele que fizesse um concurso para juiz. O magistrado pediu para que a testemunha falasse o que entendeu de um e-mail, no qual uma negociação do PT com o diretor da Petrobras Renato Duque era mencionada.
Batochio reclamou que testemunhas precisam depor sobre fatos, e não sobre o que acham ou entendem. “Testemunha não pode achar nada. A não ser que haja aí um outro Código de Processo Penal. Eu não vou aceitar esta violência”, disse.
“O doutor faça concurso para juiz e assuma, então, a condução da audiência”, respondeu Moro. O juiz entendeu que, como Barbosa era destinatário do e-mail, a pergunta era pertinente.
Durante a audiência, Barbosa afirmou que o apelido “Italiano”, mencionado em e-mails e planilhas da empreiteira, é uma referência ao ex-ministro Antonio Palocci – preso pela Operação Lava Jato. A defesa nega. “A gente sabia que o Italiano era o Palocci. Eu sabia, tinha sido informado pelo Márcio Faria [outro executivo do grupo]”, declarou ao juiz Sergio Moro.
“Intermediário”
É a primeira vez que um diretor da Odebrecht confirma em juízo a ligação entre o ex-ministro e o apelido, mencionado em planilhas que relatam o pagamento de R$ 128 milhões em vantagens indevidas, segundo o Ministério Público Federal.
Barbosa, que preside o estaleiro Enseada Indústria Naval (integrante do grupo Odebrecht), foi chamado como testemunha de Marcelo Odebrecht, réu na ação que acusa Palocci de ser um “intermediário” da empreiteira.
O executivo, porém, negou irregularidades na negociação de um contrato de sondas com a Petrobras – que, segundo a denúncia do Ministério Público, gerou o pagamento de US$ 10 milhões em propina para o casal de publicitários João Santana e Mônica Moura, entre 2011 e 2012. Ele disse que jamais tratou de assuntos escusos com os diretores da Odebrecht e que só conhece Palocci “da imprensa, da televisão”. “Nunca estive com ele”, disse.
“Eu não tinha contato [com Palocci], não fazia parte do meu escopo. Provavelmente era uma relação que o Marcelo [Odebrecht] tinha com ele. Mas eu não participava e não sugeri nenhuma estratégia nesse sentido”, afirmou. A defesa de Palocci nega que ele seja o Italiano, e aponta que o apelido já foi usado por investigadores para identificar outras pessoas, como o também ex-ministro Guido Mantega.”É um apelido em busca de um personagem”, declarou o advogado José Roberto Batochio.
COM INFORMAÇÕES DO O ESTADO
Batochio reclamou que testemunhas precisam depor sobre fatos, e não sobre o que acham ou entendem. “Testemunha não pode achar nada. A não ser que haja aí um outro Código de Processo Penal. Eu não vou aceitar esta violência”, disse.
“O doutor faça concurso para juiz e assuma, então, a condução da audiência”, respondeu Moro. O juiz entendeu que, como Barbosa era destinatário do e-mail, a pergunta era pertinente.
Durante a audiência, Barbosa afirmou que o apelido “Italiano”, mencionado em e-mails e planilhas da empreiteira, é uma referência ao ex-ministro Antonio Palocci – preso pela Operação Lava Jato. A defesa nega. “A gente sabia que o Italiano era o Palocci. Eu sabia, tinha sido informado pelo Márcio Faria [outro executivo do grupo]”, declarou ao juiz Sergio Moro.
“Intermediário”
É a primeira vez que um diretor da Odebrecht confirma em juízo a ligação entre o ex-ministro e o apelido, mencionado em planilhas que relatam o pagamento de R$ 128 milhões em vantagens indevidas, segundo o Ministério Público Federal.
Barbosa, que preside o estaleiro Enseada Indústria Naval (integrante do grupo Odebrecht), foi chamado como testemunha de Marcelo Odebrecht, réu na ação que acusa Palocci de ser um “intermediário” da empreiteira.
O executivo, porém, negou irregularidades na negociação de um contrato de sondas com a Petrobras – que, segundo a denúncia do Ministério Público, gerou o pagamento de US$ 10 milhões em propina para o casal de publicitários João Santana e Mônica Moura, entre 2011 e 2012. Ele disse que jamais tratou de assuntos escusos com os diretores da Odebrecht e que só conhece Palocci “da imprensa, da televisão”. “Nunca estive com ele”, disse.
“Eu não tinha contato [com Palocci], não fazia parte do meu escopo. Provavelmente era uma relação que o Marcelo [Odebrecht] tinha com ele. Mas eu não participava e não sugeri nenhuma estratégia nesse sentido”, afirmou. A defesa de Palocci nega que ele seja o Italiano, e aponta que o apelido já foi usado por investigadores para identificar outras pessoas, como o também ex-ministro Guido Mantega.”É um apelido em busca de um personagem”, declarou o advogado José Roberto Batochio.
COM INFORMAÇÕES DO O ESTADO

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